terça-feira, 11 de dezembro de 2012

3ª Roda de Conversa Sobre Violência contra as mulheres.


Neste 10 de dezembro de 2012, quando se comemora o Dia Internacional dos Direitos Humanos e se encerram as mobilizações dos 16 Dias de Ativismo pelo Fim da Violência contra a Mulher, a Unidade Força Feminina com a presença da Assistente Social Lídia do Centro de Referencia Loreta Valadares aborda sobre o tema Violência Contra as Mulheres.

A Roda de Conversa proporcionou um dialogo onde foi possível ouvir as queixas destas mulheres, que a cada dia vem sendo ameaçadas pelos seus companheiros e clientes. Sendo espancadas, humilhadas constantemente e quase nunca toma atitude de denunciar seus agressores na delegacia da Mulher, por sofrerem ameaças dos mesmos e por te medo das consequências que podem ter após as denuncias.

Então a discussão seguiu dos diversos tipos de violência sofrida pela maioria das mulheres que independe de classe social debatendo sobre a Lei Maria da Penha (11.340),  um passo importante para enfrentar a violência contra as mulheres.

 Essa lei foi criada com os objetivos de impedir que os homens assassinem ou batam nas suas esposas, e proteger os direitos da mulher. Segundo a relatora da lei Jandira Feghali “Lei é lei. Da mesma forma que decisão judicial não se discute e se cumpre, essa lei é para que a gente levante um estandarte dizendo: Cumpra-se! A Lei Maria da Penha é para ser cumprida. Ela não é uma lei que responde por crimes de menor potencial ofensivo. Não é uma lei que se restringe a uma agressão física. Ela é muito mais abrangente e por isso, hoje, vemos que vários tipos de violência são denunciados e as respostas da Justiça têm sido mais ágeis.¹

Sendo a 3ª Roda de Conversa espaço este promovido para abordar questões de violências sofridas no âmbito da prostituição as mulheres presentes compartilharam e trocaram suas experiências. E falar das experiências sofridas pelas mulheres tem sido mote para impulsionar o diálogo com intuito de romper o esquema de violências vividas por muitas mulheres.

 
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[1] Secretaria Especial de Políticas para as mulheres, Lei Maria da Penha “Coíbe a violência doméstica e familiar contra a mulher”. Brasília, 2008.

 

 

II ENNUFBA E FORÇA FEMININA


Durante os dias 04 a 07 de dezembro aconteceu na UFBA (Universidade Federal da Bahia) o II Ennufba, encontro de estudantes Negros, Negras, Indígenas, Quilombolas e Cotistas da UFBA. O encontro contou com espaços como Mesas Redondas discutindo os mais variados temas: Desigualdade com base em raça e gênero na sociedade brasileira, A Construção do Conhecimento para Afirmação da Identidade entre outros e Espaços de Livre Organização (ELOS) discutindo temas tais como: Impacto das relações sociais da criança negra na infância: Revisitando os conceitos de auto-estima, auto-imagem e auto-conceito e os reflexos na construção da identidade; Diversidade sexual e anti-racismo; Extermínio da Juventude Negra; Trabalho Escravo na Bahia e a PEC 438 entre outros temas. Neste processo, a Unidade Força Feminina contribui com a discussão a cerca da temática: Regulamentação da prostituição. O espaço de discussão contou com a presença de Ivoni Grando e integrante da Unidade Força Feminina e possibilitou conhecimento de uma faceta da realidade da prostituição assim como discussão com estudantes envolvidos/as no processo de luta e transformação da sociedade. Neste espaço de diálogo foi possível apresentar a ação da Rede Oblata de Pastoral e e o desenvolvimento desta em Salvador.

Para maiores informações do evento acesse: http://ennufba.wordpress.com.

terça-feira, 4 de dezembro de 2012

Vigílias voltadas ao enfrentamento à violência contra a mulher

         Acontece toda ultima terça-feira do mês Vigílias voltadas ao enfrentamento à violência contra a mulher e a Unidade Força Feminina se fez presente no último dia 27 de novembro.



quinta-feira, 29 de novembro de 2012

É pela paz que eu não quero seguir admitindo...

Hoje foi um dia triste.
Choveu em Salvador. A polícia parou e o clima de insegurança começa a se instalar. O Pelourinho esteve mais silencioso que de costume. Boa parte da equipe do Projeto Força Feminina estava em atividades externas...
 
Hoje foi um dia triste e senti um vazio.
Vazio porque hoje mais uma mulher morreu nessa cidade. Mais uma dentre várias.
Hoje mais uma mulher foi enterrada nessa cidade. Dentre várias...

Hoje foi enterrada mais uma mulher que morreu por conta da violência contra as mulheres. Mais uma mulher foi espancada, violada... Mais uma mulher vítima de estupro - e isso não foi destaque na mídia nacional.
Ela era pobre, negra, não estudou, era usuária de crack, era prostituta.
E o vazio no Pelourinho se fez eco... silêncio... ninguém gritou por essa morte.
Nem mesmo sua filha, no enterro da mãe conseguia gritar... o choro engasgava a garganta...quem escutaria?

Escutei. Sei que outras pessoas que ali estavam escutaram...
O que fazer com o que se escutou? Sentir... dor... profunda
sentir...dor...revolta...sentir...dor...bandeira de luta.
 
Não à violência contra À mulher!
Não à desigualdade social!
Não à exclusão e opressão!
 
O Projeto Força Feminina e as mulheres do pelourinho seguirão suas vidas...
 mas estão em luto...
E quero profundamente que o luto se faça luta!
 
Luz e vibração positiva, Carioca!
Seja paz!



Lorena Brito da Silva, Salvador, 01/02/21012 - 23:40hs.


quarta-feira, 28 de novembro de 2012

Roda de Conversa e diálogos sobre violência (s)


Violência ou violências?

Com esta temática a Unidade Força Feminina iniciou um ciclo de Rodas de Conversas em consonância com os 16 dias de ativismo pelo da violência contra as mulheres. O objetivo do espaço é fomentar um diálogo e debate a cerca do ema a partir das vivências trazidas pelas mulheres.

Na primeira Roda de conversa, que aconteceu no dia 27/11, as mulheres conversaram sobre as marcas deixadas pela violência, reconhecendo assim que para além da violência existem violências. Desse modo, dialogaram sobre os diversos tipos de violência: simbólica, sexual, física, moral, psicológica. O debate partiu sempre das vivências e relatos trazidos pelas mulheres.

Espaço de diálogo e encontro a partir dos desencontros que a vida traz, a partir das marcas que precisam ser denunciadas, faladas, tocadas... Assim, segue o compromisso da Unidade na luta pelo da violência contra as mulheres. 

Força Feminina convoca comunidade a participar do II Ato contra a violência à mulher



Força Feminina convoca comunidade a participar
do II Ato contra a violência à mulher

Movida na luta pelo combate à violência à mulher, a Unidade Força Feminina junto a Comissão de Direitos da Mulher da Bahia e dezenas de representantes do movimento feministas e diversos órgãos ligados à luta por igualdade entre os gêneros, participará do II Ato Alusivo ao Dia da Não Violência Contra às Mulheres, que acontecerá amanhã, dia 29 de novembro, saindo da Praça da Piedade em direção à Praça da Sé, em Salvador.

A Força Feminina, que em 2012 recebeu Moção de Aplausos pela Assembleia Legislativa da Bahia, em seus 12 anos de atividades, sempre buscou na sua missão, a promoção integral das mulheres em situação de prostituição, de maneira a colaborar no processo de conscientização e inserção cidadã. Um trabalho social, de caráter pastoral, iniciativa do Instituto das Irmãs Oblatas do Santíssimo Redentor, atuamos diretamente no Centro Histórico de Salvador (Praça da Sé, Ladeira da Montanha, Ladeira da Conceição, Comércio) e em Patamares, através das visitas aos locais de prostituição, da acolhida, das diversas atividades desenvolvidas no acompanhamento à mulher e da articulação com redes e grupos parceiros.

Durante a passeata, representantes da Unidade Força Feminina e mulheres atendidas pela instituição, estarão na Praça da Sé mobilizando e sensibilizando transeuntes e moradores locais com a distribuição de panfletos formativos.
A Unidade Força Feminina convida toda comunidade a fazer-se presente ao II Ato, em prol da Luta contra a Violência à mulher.

Apoio e Informações: 
Unidade Força Feminina
Rua Saldanha da Gama,
nº 19, 1º andar – Pelourinho
Salvador – Bahia - Cep: 40.020-250
Contato: (71) 3322-5432
Emails: ffeminina@oblatas.org.br
             secretariapff@oblatas.org.br

segunda-feira, 26 de novembro de 2012

VIGÍLIA PELO FIM DA VIOLÊNCIA CONTRA AS MULHERES OCORRE 3ª FEIRA (27.11), NA PRAÇA DA PIEDADE EM FRENTE À OAB, EM SALVADOR/BA

         Nesta 3ª feira (27.11), acontece a Vigília Feminista pelo Fim da Violência contra as Mulheres – Chega de Impunidade, na Praça em frente à OAB (Rua Portão da Piedade, nº16), em Salvador, das 17h30 as 19h30. Essa vigília tem o objetivo de dar visibilidade e denunciar todos os casos de violência não resolvidos pela Justiça, a falta e a precariedade dos equipamentos da Rede de Atenção às mulheres vítimas de violência doméstica. Além de depoimentos de mulheres e denúncias, a vigília terá momento de manifestação cultural com apresentação de teatro com a atriz Isabel Freitas e grupo.
A cada 15 segundos uma mulher é espancada no Brasil, por dia 5.760 mulheres sofrem algum tipo de violência e por ano, 2,1 milhões de mulheres são agredidas. Cada notificação tem em média sete agressões anteriores. Das jovens brasileiras, em média 6,9 milhões são abusadas sexualmente antes de completar 18 anos, de acordo com dados da Secretaria Estadual de Políticas para as Mulheres, às mulheres vítimas de violência doméstica da Bahia. Só neste ano o estado baiano já registrou 4.278 casos de violência doméstica e sexual. Em Salvador, do mês de janeiro a outubro, foram 1.844 ocorrências.
A Bahia, atualmente, é o 3º estado brasileiro no ranking de notificações de denúncias de violência contra a mulher. Em primeiro lugar fica o Distrito Federal, seguido pelo Pará. Este resultado faz com que o Brasil ocupe a 7ª posição do mapa da violência em uma pesquisa feita entre 87 países pelo Instituto Sangari e o Ministério da Justiça.
O Disque-denúncia, 180, registrou, no primeiro semestre de 2012, 388,9 mil atendimentos, dos quais 56,6% foram relatos de violência física. A violência psicológica aparece em 27,2%. Foram 5,7 mil chamadas relacionadas à violência moral (12%), 915 sexual (2%) e 750 patrimonial (1%), esses dados são da Secretaria de Políticas para as Mulheres da Presidência da República, responsável pelo Disque-denúncia.
De acordo com a Coordenação de Documentação e Estatística Policial, o número de ameaças aumentou passando de 8.662, em 2011, para 11.639 ocorrências em 2012. O resultado poderia ser ainda maior se o medo e o constrangimento de denunciar seu agressor não existissem em alguns casos.
No dia 29 de novembro ocorrerá a Caminhada Unificada pelo Fim da Violência contra as Mulheres saindo da Praça da Piedade até a Praça da Sé, a partir das 14h. O ato irá reunir várias entidades, grupos, órgãos governamentais e não governamentais, todas unidas pelo fim da violência contra as mulheres. A Caminha contará com a presença e os tambores do Instituto A Mulherada com o lema: “Tocar sim, bater não”.
SERVIÇO
O Quê: Vigília pelo fim da violência contra as mulheres – chega de impunidade
Quando: 27 de novembro de 2012
Onde: Praça em frente a OAB em Salvador (Rua Portão da Piedade, nº16)
Horário: 17h30min – 19h30min
Contato: Louisa Huber – (71) 88520024 (71) 88520024
Maria Eunice Kalil – (71) 81787345 (71) 81787345
Marta Leiro – (71) 87967261 (71) 87967261
CEAFRO – (71) 3283-5520 (71) 3283-5520

sexta-feira, 23 de novembro de 2012

Mulheres Borboletas: em busca de si, da outra e de voos transformadores

Transformação, movimento, crescimento, ousadia e esperança... Estas foram as marcas do segundo encontro: Mulheres Borboletas, realizado pela Rede Oblata de Pastoral, com a presença de mulheres das Unidades de Juazeiro e Salvador da Bahia.

O primeiro encontro aconteceu em 2011 na cidade de Juazeiro com este tema e deu continuidade este ano em Salvador seguindo a mesma temática. Os encontros têm como objetivo possibilitar um espaço de vivência da espiritualidade, do encontro consigo mesmas e com a outra e o aprofundamento no processo de conhecimento de si, da vida e realidade com todas as suas faces.

Neste encontro em Salvador que aconteceu nos 19 e 20 de novembro, em Itapuã, a alegria trazida pelas mulheres de Juazeiro foi uma marca forte e esperançosa. No encontro as mulheres puderam falar de si, reconhecer-se em seu processo de mulheres borboletas que estão em processo de transformação e crescimento. A possibilidade do encontro, de trocas e partilhas de vida foi outra marca neste encontro: mulheres estreitando laços de amizades e fortalecendo vínculos.
Mulheres borboletas, prontas para voar, ou ainda, buscando alçar seus voos... Superando desafios, vencendo dificuldades, alimentando esperanças... O processo esta em movimento, passo a passo, tempo a tempo cada mulher constrói sua historia.
 

quinta-feira, 22 de novembro de 2012

CAMPANHA Primavera para a vida 2012

A Campanha Primavera para a Vida (CPPV) deste ano teve início no dia 23 de setembro e se estenderá por todo o período da primavera, tendo como tema: “Justiça ambiental na perspectiva de direitos”. Esse é um momento onde refletimos sobre como tem sido nossa atuação enquanto igrejas, e enquanto CESE, diante dos atuais desafios pela sustentabilidade de nossa casa comum, o planeta terra, criação divina sob nossa responsabilidade. É, também, dedicado à mobilização de recursos da CESE com suas igrejas-membro.
Abaixo, a CESE disponibiliza sua Caixa de Ferramentas, com materiais para reflexão, subsídios litúrgicos, sugestões de ações de mobilização de recursos e sensibilização às causas que advoga na campanha.
Há várias formas de apoiar e acompanhar a Campanha:
1. Ajudando-nos a ampliar a visibilidade da CESE, promovendo-a nos veículos de informações de sua igreja, sejam revistas impressas, boletins, blogs, site, etc;
2. Visitando, curtindo e interagindo com a página da CPPV no Facebook que pode ser acessado em: https://www.facebook.com/pages/Primavera-Para-a-Vida/275158325916653
3. Contribuindo com e-mails de lideranças eclesiásticas, instituições e pessoas que compartilhem de ideias ecumênicas e que desejem receber informações sobre nossas ações nesta área;
4. Celebrando a campanha, aderindo às ações propostas e utilizando os materiais que serão disponibilizados em nossos canais de comunicação online.

quarta-feira, 21 de novembro de 2012

AGENDA DA SECRETARIA DE POLITICAS PARA AS MULHERES E DE OUTROS ORGÃOS.

DIA 20.11.12 - Marcha Zumbi dos Palmares- CONEM – Coordenação Nacional das Entidades Negras as 15h. Saindo do Campo Grande a Praça Municipal

DIA 21.11.12  - Lançamento do primeiro Plano de Políticas para as Mulheres Municipal  as 14h Centro Cultural da Câmara, praça Tome de Souza, Centro

DIA 22.11.12 - Reunião do Conselho Nacional de Defensores Públicos Gerais – Hotel Gold Park..– 9h. Avenida Manoel Dias - Pituba. Responsável: Firmiane

DIA 22.11.12 - 19h – Homenagem da Mulherada – Pelourinho – Praça Tereza Batista. Responsável: Mônica Kalile

DIA 23.11.12 – Sessão Especial – Violência Contra as Mulheres Negras as 15h – ALBA

DIA 25.11.12 – Vestir os símbolos da cidade de Salvador com a camisa dos 16 dias de ativismo. Responsável: SPM

DIA 27.11.12 – A Vigília vai acontecer, no dia 27 na pracinha em frente à OAB às 17 horas. Responsável pela vigília é a Rede de Atenção, o Encruzilhada de Direitos do CEAFRO, o Coletivo do Calafate, a AMB, a Rede Feminista e outras entidades.

DIA 28.11.12 – Centro Brasileiro de Estudos de Saúde – CEBES Convida a todos para discutir o tema: ´´Saúde da Mulher e Direitos Sexuais e Reprodutivos´´ - as 19h, Biblioteca Central dos Barris Rua General Labatut, n 27, Barris

DIA 28.11.12 – Seminário sobre as mulheres presidiárias com a presença de todas as secretarias envolvidas. Responsável: SPM

DIA 29.11.12 – Grande ato das mulheres. 14h Local: Saída da Piedade/ Pelourinho/ Praça da Sé

DIA 10.12.2012 - Em comemoração aos 16 dias de ativismo, as voluntárias sociais da Bahia em parceria com o conjunto Penal feminino realizará o Dia Internacional dos Direitos Humanos, o Programa de Melhoria da Saúde Materna e Neonatal com as gestantes em situação de prisão - Mata Escura Conjunto Penal Feminino as 14h.

16 dias de ativismo pelo fim da violência contra as mulheres já começou na Força Feminina


A Comissão de Direitos da Mulher da Assembleia Legislativa através da Deputada Luiza Maia e bancada feminina esteve reunida neste 06 de novembro juntamente com várias outras instituições governamentais ou não governamentais no intuito de definir a pauta e agenda para os 16 dias de ativismo pelo fim da violência contra as mulheres.
A Força Feminina marcou sua presença contribuindo na construção da agenda. Lançou a proposta do Ato na Praça da Sé pelo fim da violência contra as mulheres. A proposta foi aceita e outros grupos apoiaram unindo-se e pensando conjuntamente um Ato comum. A partir de então vamos agendar:

ATO PELO FIM DA VIOLÊNCIA CONTRA AS MULHERES
DIA: 29/11/2012
CAMINHADA SAINDO DA PIEDADE ATÉ A PRAÇA DA SÉ.

O Ato irá reunir várias entidades, grupos, órgãos governamentais e não governamentais. Todas juntas pelo fim da violência contra as mulheres. O Ato contará com presença e os tambores do Instituto A mulheres com o lema: “Tocar sim, bater não”.

terça-feira, 20 de novembro de 2012

Unidade Força Feminina celebra 12 Anos de atividade

A Unidade Força Feminina está em festa e em comunhão com as mulheres alusivo aos seus 12 anos de atividade.

Celebrar 12 anos de existência da Unidade Força Feminina significa celebrar o tempo de chegada nesta terra de São Salvador, a aproximação do bairro Lobato e do Pelourinho. Significa celebrar os primeiros contatos, o vínculo estabelecido, as relações que foram sendo gestadas e cuidadas. Celebrar 12 anos significa celebrar a vida do Instituto das Irmãs Oblatas do Santíssimo Redentor presente nestas terras brasileiras, presente na Rede Oblata: em Minas, em Juazeiro/BA, em São Paulo, no Rio de Janeiro. E para além destas terras brasileiras presente na Argentina, no Uruguai, em Angola, nossa querida África, presente no mundo, em diversos países, de diversos modos, marcando a presença da herança deixada por José Benito Serra e Antônia Maria de Oviedo y Shontal.

Celebrar 12 anos... É celebrar a vida das mulheres ousadas desta “terra de todos os santos” que todos os dias gingam, dançam, encantam, que todas as noites buscam, sonham vidas melhores, sonhos possíveis... Celebrar 12 anos significa celebrar as tentativas de “caminhar com as próprias pernas e fazer com as próprias mãos”... Celebrar.... Celebrar... Bendizer e agradecer.
Força Feminina está em festa e em comunhão com as mulheres, com a Rede de Pastoral Oblata, com o Instituto espalhado pelo mundo, com os parceiros e parceiras que acreditam nesta causa. Força Feminina está em festa e neste tempo agradece, dança, bendiz com os “pés fincados no chão”, pois a realidade continua clamando, e “o olhar voltado para as estrelas”, pois a utopia urge.

A todos os parceiros, voluntários, voluntárias, Instituições, pessoas que acreditam nesta missão nossa gratidão.

Ao Instituto das Irmãs Oblatas nossa gratidão pelo compromisso com a causa da mulher.

Ao Deus da Vida nossa gratidão... Que este Deus, Deusa siga conosco na estrada da construção, no movimento e na dança.
 
Fonte: Fernanda Priscila - Coordenadora da Unidade Força Feminina

terça-feira, 13 de novembro de 2012

12 Anos - Força Feminina


SPM firma convênios para os “16 Dias de Ativismo pelo Fim da Violência contra a mulher

A Secretaria Estadual de Políticas para as Mulheres (SPM) firmará convênios, na próxima segunda-feira (12), com diversas organizações da sociedade civil para realização de atividades relativas à campanha “16 Dias de Ativismo pelo Fim da Violência contra a Mulher”. O ato acontece a partir das 15 horas, na sede da SPM, em Salvador, com a presença da titular da pasta, Lúcia Barbosa, representantes de movimentos feministas, entre outros convidados.
Seis entidades da sociedade civil assinarão a parceria com a SPM, organizações que tiveram projetos aprovados em processo seletivo lançado a partir de edital. O governo do Estado está investindo cerca de R$ 400 mil nas iniciativas, o que vai possibilitar a realização de encontros de capacitação, seminários, oficinas, rodas de conversa, vigília feminista e outras mobilizações voltadas ao enfrentamento á violência sexista na Bahia.
Mobilização mundial - A campanha “16 Dias de Ativismo pelo Fim da Violência contra a Mulher” é uma mobilização realizada em mais de 160 países, entre 25 de novembro a 10 de dezembro, voltada à sensibilização sobre o problema da violência que atinge o público feminino. No Brasil, as atividades são antecipadas, começando em 20 de novembro, Dia da Consciência Negra, quando diversos movimentos vão às ruas na defesa da igualdade racial. O governo da Bahia estará envolvido em diversos eventos, a exemplo de manifesto em “cartões postais” da cidade, audiência pública, seminários, entre outros.
As propostas aprovadas pela SPM serão executadas pelas seguintes organizações:
Instituto de Tecnologia, Educação e Gestão Organizacional (Integro) / Centro de Assessoria do Assuruá (CAA) / ONG Ação Pela Cidadania / Associação Carnavalesca Bloco Afro Ginga do Negro / Instituição das Irmãs Oblatas do Santíssimo Redentor / Movimento de Organização Comunitária (MOC).
Serviço
O quê: Assinatura de convênios para execução de atividades da campanha 16 Dias de Ativismo pelo Fim da Violência contra a Mulher”.
Quando: Segunda-feira (12 de novembro de 2012), às 15hs.
Onde: Secretaria Estadual de Políticas para as Mulheres (SPM).
Av. Tancredo Neves, 776 – Bloco A, 3.º andar, Caminho das Árvores – Salvador
(prédio do Desenbahia)
Contato: Secretaria de Políticas para as Mulheres – SPM (Ascom - 71 3117-2818 71 3117-2818)

quinta-feira, 8 de novembro de 2012

A Unidade Força Feminina Celebra a vida


No sentido de celebrar a vida as mulheres vivenciaram a importância da valorização da vida antes mesmo do nascimento. E assim foi feita uma realização simples, envolvente e animada de uma das mulheres que está preste a gerar um filho, na qual passou todo o período em processo de aceitação da criança.

Nesta atividade, iluminou o texto do profeta Jeremias no capitulo 1. 4-5 onde fala que “antes de ser formado no ventre, materno Deus já te conhecia”.

Com base nesta palavra, podemos dizer que, para todo aquele que vem a existência, há um projeto de Deus para a vida, e que ninguém vem ao mundo por acaso.

As mulheres desejaram boas vindas ao bebê e bom parto para a mãe. Aquelas que trouxeram um presente fizeram a entrega e deram abraços.  A mulher ficou muito emocionada e agradeceu muito por tudo que foi lhe oferecido.
Tereza Cristina Bomfim da Silva.

terça-feira, 6 de novembro de 2012

Bazar Força Feminina

Na Unidade Força Feminina foi realizado um bazar que tinha como proposta promover a solidariedade entre as mulheres. Com a presença de sete mulheres a dinâmica propunha que cada uma retirasse uma fita sem ver, onde cada cor representava uma ação (Vermelha, passar a vez, Verde, escolher uma peça e Amarelo, escolher um presente para uma das mulheres). E foi nesse ritmo que as mulheres se divertiram e demonstraram relações de cumplicidade muito grande, já que na hora da escolha de SEU pressente, preferiu pegar algo que a outra queria ou também, quando outras iam escolher o presente ajudavam na escolha.

De modo geral foi uma atividade muito agradável e alegre, sem brigas. Chama a atenção que ao termino todas agradeceram ao projeto e deram a ideia de fazerem outro bazar elas mesmas trazendo roupas que não usam mais. Duas delas se comprometeram de separar em casa e trazer para o Projeto.


Salvador, 06 de novembro de 2012.

quarta-feira, 24 de outubro de 2012

Unidade Força Feminina recebe Moção de Aplausos da Assembleia Legislativa da Bahia

A Moção de Aplausos, à Unidade Força Feminina, confirma o reconhecimento da sociedade baiana pelo trabalho desenvolvido pela instituição.
 
Criada em Salvador/BA, devido ao anseio da comunidade e da sociedade em geral, quanto à realidade da prostituição local, a Unidade Oblata Força Feminina, que no próximo mês de novembro completa 12 anos de atividades na capital baiana, atuando no apoio incisivo e impulsionando o desenvolvimento humano e social das mulheres em situação de prostituição, foi consagrada com a Moção de Aplausos, promovida pela Assembleia Legislativa da Bahia, de autoria da Deputada Estadual, Luiza Maia.

Com esta Moção de Aplausos, a Unidade Força Feminina que é parte integrante da Rede Pastoral Oblata, confirma o reconhecimento da sociedade baiana pelo trabalho desenvolvido pela instituição ao longo desses anos. E como a própria Moção diz “um exemplo de luta pela construção de uma sociedade justa e igualitária que todos sonhamos”.

O Instituto das Irmãs Oblatas do Santíssimo Redentor e toda Rede Oblata, sentem-se agradecidas por esta honraria concedida à Unidade Força Feminina, que seguindo o exemplo de Jesus Redentor, bem como, o empenho contínuo de Padre Serra e Madre Antonia, prosseguem na missão de contribuir e acreditar na força da mulher excluída.

A referida moção foi aprovada no dia 05 de junho de 2012, com o nº 14.280/2012, e entregue no último dia 15 de outubro.

Acompanhe abaixo, na íntegra, a Moção de Aplausos.

 
ESTADO DA BAHIA

ASSEMBLEIA LEGISLATIVA

DEPUTADA ESTADUAL LUIZA MAIA

 
MOÇÃO DE APLAUSOS Nº 14.280/2012

 A Assembleia Legislativa do Estado da Bahia faz inserir na ata de seus trabalhos de hoje a presente Moção de Aplausos ao Projeto Força Feminina pela promoção integral das mulheres em situação de prostituição.

 O Projeto Força Feminina é uma instituição social, de iniciativa do Instituto das Irmãs Oblatas do Santíssimo Redentor que tem por missão colaborar no processo de conscientização e inserção cidadã, comprometendo-se com a humanização e a participação das mulheres na sociedade.

 Anualmente o Projeto Força Feminina atende cerca de 250 mulheres que, em sua maioria, apresenta baixo grau de escolaridade. Segundo pesquisa realizada em 2007, 80% das mulheres atendidas são negras e cerca de 70% possuem o ensino fundamental incompleto, o que por sua vez, inviabiliza maiores possibilidades de inclusão social. São mulheres provindas de famílias pobres, marcadas por conflitos familiares, pobreza e fome, 58% delas sustentam suas casas e tem infelizmente na prostituição a única fonte de renda familiar.
 
Diante do exposto, considero relevante a atuação do Projeto Força Feminina, que tem sido uma referência na luta pela construção de uma sociedade justa e igualitária que todos sonhamos.
 
Dê-se conhecimento desta Moção ao Instituto das Irmãs oblatas do Santíssimo Redentor e a Coordenadora do Projeto Força Feminina, Fernanda Priscila Alves da Silva.

 
Sala das Sessões, 05 de junho de 2012.

 
Luiza Maia

Deputada Estadual