Movimentos, sentimentos e encontros...


Em meio aos sutis movimentos de corpos, despertando sentidos, retomando encontros e o significado destes na vida das pessoas que iniciou junto com a chegada da Primavera a Oficina de Artes, teatro e dança no Projeto Força Feminina.

Mulheres estão sendo convidadas a se encontrarem consigo mesmas, a ensaiarem movimentos, a perceberem sentimentos, sentidos e significados. E no movimento deste convite gestos, expressões, arte viva e bonita vai encantando e deixando florescer: vida, amor, paz, solidariedade.
Mulheres ensaiam cenas, pintam, riscam, recortam, cortam, visualizam seus jardins, seus mundos, seus contos, suas histórias.  E assim,

 Cultivando jardins... Mulheres se contam...
Cultivando jardins retomam sonhos

Almejando liberdade... Almejando sonhos possíveis...
No embalo de cenas gestadas mulheres se dizem

No embalo de vidas contadas misturam cores, cultivam flores e escutam ruídos.
É o sopro da vida que germina em cada uma...

O sopro da expressão, do alento, do encontro
O sopro que restaura, faz sorrir e retomar nas mãos a própria vida...

Em meio a arte, a dança, aos movimentos dos corpos Mulheres cultivam seus jardins.
Cultivando jardins... E retomando... Retomando...
Cultivando jardins e renovando a esperança... A esperança... Aquela esperança.
 
Fernanda Priscila Alves da Silva

Manter viva a causa do PT: para além do “Mensalão”

 

Há um provérbio popular alemão que reza: “você bate no saco mas pensa no animal que carrega o saco”. Ele se aplica ao PT com referência ao processo do “Mensalão”. Você bate nos acusados mas tem a intenção de bater no PT. A relevância espalhafatosa que o grosso da mídia está dando à questão, mostra que o grande interesse não se concentra na condenação dos acusados, mas através de sua condenação, atingir de morte o PT.

De saída quero dizer que nunca fui filiado ao PT. Interesso-me pela causa que ele representa pois a Igreja da Libertação colaborou na sua formulação e na sua realização nos meios populares. Reconheço com dor que quadros importantes da direção do partido se deixaram morder pela mosca azul do poder e cometeram irregularidades inaceitáveis. Muitos sentimo-nos decepcionados, pois depositávamos neles a esperança de que seria possível resistir às seduções inerentes ao poder. Tinham a chance de mostrar um exercício ético do poder na medida em que este poder reforçaria o poder do povo que assim se faria participativo e democrático. Lamentavelmente houve a queda. Mas ela nunca é fatal. Quem cai, sempre pode se levantar. Com a queda não caiu a causa que o PT representa: daqueles que vem da grande tribulação histórica sempre mantidos no abandono e na marginalidade. Por políticas sociais consistentes, milhões foram integrados e se fizeram sujeitos ativos. Eles estão inaugurando um novo tempo que obrigará todas as forças sociais a se reformularem e também a mudarem seus hábitos políticos.

Por que muitos resistem e tentam ferir letalmente o PT? Há muitas razões. Ressalto apenas duas decisivas.

A primeira tem a ver com uma questão de classe social. Sabidamente temos elites econômicas e intelectuais das mais atrasadas do mundo, como soia repetir Darcy Ribeiro. Estão mais interessadas em defender privilégios do que garantir direitos para todos. Elas nunca se reconciliaram com o povo. Como escreveu o historiador José Honório Rodrigues (Conciliação e Reforma no Brasil 1965,14) elas “negaram seus direitos, arrasaram sua vida e logo que o viram crescer, lhe negaram, pouco a pouco, a sua aprovação, conspiraram para colocá-lo de novo na periferia, no lugar que continuam achando que lhe pertence”. Ora, o PT e Lula vem desta periferia. Chegaram democraticamente ao centro do poder. Essas elites tolerariam Lula no Planalto, apenas como serviçal, mas jamais como Presidente. Não conseguem digerir este dado inapagável. Lula Presidente representa uma virada de magnitude histórica. Essas elites perderam. E nada aprenderam. Seu tempo passou. Continuam conspirando, especialmente, através de uma mídia e de seus analistas, amargurados por sucessivas derrotas como se nota nestes dias, a propósito de uma entrevista montada de Veja contra Lula. Estes grupos se propõem apear o PT do poder e liquidar com seus líderes.
 A segunda razão está em seu arraigado conservadorismo. Não quererem mudar, nem se ajustar ao novo tempo. Internalizaram a dialética do senhor e do servo. Saudosistas, preferem se alinhar de forma agregada e subalterna, como servos, ao senhor que hegemoniza a atual fase planetária: os USA e seus aliados, hoje todos em crise de degeneração. Difamaram a coragem de um Presidente que mostrou a autoestima e a autonomia do país, decisivo para o futuro ecológico e econômico do mundo, orgulhoso de seu ensaio civilizatório racialmente ecumênico e pacífico. Querem um Brasil menor do que eles para continuarem a ter vantagens.
Por fim, temos esperança. Segundo Ignace Sachs, o Brasil, na esteira das políticas republicanas inauguradas pelo do PT e que devem ser ainda aprofundadas, pode ser a Terra da Boa Esperança, quer dizer, uma pequena antecipação do que poderá ser a Terra revitalizada, baixada da cruz e ressuscitada. Muitos jovens empresários, com outra cabeça, não se deixam mais iludir pela macroeconomia neoliberal globalizada. Procuram seguir o novo caminho aberto pelo PT e pelos aliados de causa. Querem produzir autonomamente para o mercado interno, abastecendo os milhões de brasileiros que buscam um consumo necessário, suficiente e responsável e assim poderem viver um desafogo com dignidade e decência. Essa utopia mínima é factível. O PT se esforça por realizá-la. Essa causa não pode ser perdida em razão da férrea resistência de opositores superados porque é sagrada demais pelo tanto de suor e de sangue que custou.
 
Publicado em 17-Set-2012
Leonardo Boff

Leonardo Boff é teólogo, filósofo, escritor e dr.h.causa em politica pela Universidade de Turim por
solicitação de Norberto Bobbio.

SEMINÁRIO CONQUISTA E DESAFIOS NO ENFRENTAMENTO AO TRÁFICO DE FESSOAS

 O tráfico de pessoas é uma prática que surgiu na antigüidade e ocorre ainda nos dias de hoje como uma forma moderna de escravidão. É uma das ações criminosas mais rentáveis do mundo, realizada por redes organizadas que obtêm altos lucros a baixo custo e pouco risco. Segundo a organização internacional do trabalho (OIT), em torno de 2,4 milhões de pessoas por ano são vítimas do tráfico humano. Este crime chega a movimentar Us$ 30 bilhões, ficando atrás apenas do tráfico de drogas e contrabando de armas. Cada vida humana pode gerar um lucro de até Us$ 30.000,00 por ano para aqueles que a exploram.

O seminário tem como principal propósito discutir o tráfico de pessoas como conceito e modalidade, considerando as práticas desenvolvidas por alguns Núcleos de Enfrentamento, as conquistas ao longo dos anos e principalmente após a promulgação do primeiro Plano Nacional de Enfrentamento ao Tráfico de Pessoas, além de considerar os principais desafios no tocante ao enfrentamento ao tráfico de pessoas no brasil.


Local: Auditório do Ministério Público, na Av. Joana Angélica 1312 (Nazaré, Salvador-BA)
Data: 10/10/2012
Horário: 08h às 18h
Público-alvo: Instituições da rede, profissionais que direta ou indiretamente trabalham com a temática, estudantes de diversas áreas, gestores públicos e convidados.
Período de inscrições: de 17 a 05 de outubro (condicionadas à existência de vagas)
Forma: on-line a partir do blog: http://netpba.blogspot.com.br


PROGRAMAÇÃO:

 
08:00 - Mesa solene de abertura
08:30 - Conceito e relevância do tema
09:30 - As modalidades de Tráfico para fins:
De exploração sexual (mulheres) – Jaqueline Leite/Centro Humanitário de Apoio a Mulher – CHAME; De exploração sexual (crianças e adolescentes) – CEDECA; Trabalho análogo a escravo – Gilca Garcia Professora da UFBA; Remoção de órgãos - Ricardo Lins/Ex-coordenador Nacional de Enfrentamento ao Tráfico de Pessoas
11:30 – Intervalo
13:30 - Direitos Humanos e Legislação sobre  Tráfico de Pessoas
14:30 - O Tráfico de Pessoas e o seu enfrentamento em alguns estados do Brasil/experiência de alguns NETPS - Pernambuco, Bahia e Amazonas
16:00 -  Conquistas e desafios no enfrentamento ao Tráfico de Pessoas no Brasil – Coordenação Nacional
17:00 – Coquetel

“No Pelourinho a vida acontece”, mulheres re.contam suas histórias em Salvador

Andando pelas ruas do Pelourinho a Unidade Oblata Força Feminina caminha com mulheres reconhecendo seus espaços, seus contos e escutando suas notas e melodias. Na tarde do dia 18 de setembro, deste 2012, as mulheres puderam fazer essa caminhada com o objetivo de partilhar as vivências no ambiente particular. 
Sendo parte da programação, aonde cada mulher é convidada a contar a história do lugar em que está inserida, a caminhada começou pela Praça da Sé, relembrando o processo de restauração da Praça, bem como o tempo em que a Praça era ponto de ônibus e seguiram até o Terreiro de Jesus, permeado por danças e capoeira, tendo ao seu redor as igrejas.


Logo adiante, a cruz de São Francisco e na descida, o antigo Maciel, e as memórias de outros tempos de Bordel.  Além da recordação dos bares, cabarés, e do tempo em que o Pelourinho acolhia inúmeras mulheres e pessoas que ali residiam. Ruas, Ladeiras, Praças, casas de reggae, capoeira, Olodum e muita... muita história para contar. 


Contar a história do lugar em que estamos inseridos faz parte do processo de re.contar e contar histórias de vida daquele e daquelas que as narram. As pedras, as ladeiras, as cores, as tranças, as lutas do povo do Pelô, falam de vida, clamam memórias esquecidas, mas, ao mesmo tempo presentes e envolventes...

No Pelô mulheres se encontram, se contam e re.contam... No Pelourinho a vida acontece...

Força Feminina apoia Denúncia de Movimento Nacional da População de Rua

O Centro Nacional de Defesa de Direitos Humanos da População em Situação de Rua, com sede em Belo Horizonte, funciona desde abril de 2011 e é fruto de uma parceria entre o Governo Federal – por meio da Secretaria Nacional de Direitos Humanos (SDH) –, o Ministério Público de Minas Gerais e a Conferencia Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB). Todavia, o convênio que consolidou esta parceria ainda não foi renovado. Várias incidências políticas foram feitas junto à SDH, mas até o momento nada foi resolvido.
Caso os recursos não sejam liberados, o Centro terá de fechar suas portas e todos os funcionários serão dispensados.


O Movimento Nacional da População em Situação de Rua (MNPR) está de luto diante da situação! Isso constitui uma profunda agressão aos direitos desse grupo populacional.
Denunciamos essa situação e exigimos providências sobre o assunto!
Movimento Nacional da População em Situação de Rua -MNPR

Força Feminina participa de Feira Baiana de Comunicação

Dos dias 17 a 21 de setembro aconteceu em Salvador, na Praça Municipal, em frente ao Elevador Lacerda a Feira Baiana de Comunicação Solidária promovida pela Arquidiocese de São Salvador da Bahia. 


A feira promoveu espaços de palestras, cursos, seminários, exposição de Ong’s, feira de artesanato além do Porto dos Saberes e do Elevador Cultural, ambos espaços culturais.
A Força Feminina marcou sua presença no dia 21 de setembro com um estande divulgando a ação do Projeto, além de materiais e informativos.


Para mais informações do evento acesse: www.arquidiocesesalvador.org.br