SPM municipal e INSS: parceiros no combate à violência contra mulheres

A Superintendência de Políticas para as Mulheres do Município recebeu ontem à tarde, a visita da técnica em serviço social do INSS, Raquel Pimenta, que esteve na sede do órgão para um mapeamento inicial das atividades da SPM municipal no combate à violência contra a mulher e o empoderamento das mesmas dentro das comunidades, números que vão auxiliar no fomento das ações jurídicas do INSS, no que diz respeito aos benefícios gerados por violência doméstica e familiar, casos em que se pretende que o agressor venha ressarcir a Previdência.
A visita é parte do trabalho de parceria entre o INSS e o Instituto Maria da Penha relacionando outros órgãos, para efeito de capacitação de peritos e assistentes sociais, voltados para o acolhimento das mulheres em situação de violência doméstica e familiar. Este mapeamento tem como foco inicial Salvador , Lauro de Freitas e Pojuca e pretende mostrar também às mulheres em situação de violência, como serem inseridas como contribuintes da Previdência Social. Todos os casos serão analisados pela Procuradoria Federal Especializada.
A previsão é de que na primeira quinzena de março, outros técnicos do INSS voltem à SPM Municipal, para a capacitação dos técnicos que atuam no Centro de Referência Loreta Valadares, da SPM, na Federação, que atenderam apenas no mês de janeiro, considerado um mês de baixa procura, 207 atendimentos, entre triagem, jurídico, psicológico, social, pedagógico e de teleorientação.
22/2/13

Comissão da ONU avalia violência contra as mulheres - Rede Feminista estará presente


A Comissão sobre o Status da Mulher - CSW, organismo das Nações Unidas coordenado por Onu Mulheres, realiza sua 57ª Reunião de 4 a 15 de março em Nova Iorque. Presidido pela ex-presidente do Chile, Michelle Bachelet, este organismo se reúne a cada ano em torno de um tema contido na Convenção sobre a Eliminação de Todas as Formas de Discriminação à Mulher, da Plataforma de Ação Mundial para a Mulher de Beijing e do Programa de Ação de Cairo. No ano de 2012 tratou a situação das mulheres rurais em todo o mundo, este ano enfocará a violência contra as mulheres.
Desta reunião participam representantes governamentais de estados-parte que trabalham a partir de um documento-rascunho e a sociedade civil, em especial os movimentos de mulheres. A Secretaria de Políticas para as Mulheres estará presente com a Ministra Eleonora Menicucci. Também redes internacionais, campanhas, agências de cooperação e movimentos realizam eventos paralelos durante toda a reunião, e desta forma vão sendo construídos consensos e pressões em torno de cada tópico em discussão, sendo convidadas pessoas representativas de cada país.
Do Brasil, este ano, estarão presentes pela sociedade civil, entre outras, a cientista política Telia Negrão, do Coletivo Feminino Plural de Porto Alegre e Rede Feminista de Saúde, coordenadora do projeto de monitoramento da Cedaw no Brasil, e a jornalista Alessandra Nilo, da entidade Gestos Soropositividade, Comunicação e Gênero, de Recife. Ambas são experts no tema da violência de gênero e coordenam no Brasil a campanha internacional Mulheres Não Esperam Mais (Women Won’t Wait). O objetivo desta campanha é incluir nas políticas públicas a compreensão de que há uma relação entre a violência de gênero e o HIV/Aids, sendo necessário enfrentar as duas epidemias ao mesmo tempo.

Em 2011 e 2012, esta iniciativa, apoiada pela agência da ONU para a Aids – UNAIDS, implementou no Brasil a parte nacional de um estudo multicêntrico com dez países para buscar evidências sobre os pontos frágeis das políticas de saúde e de violência (os resultados estão em “mulheresnãoesperam.blogspot”). A pesquisa envolveu filiadas da Rede Feminista de Saúde de dez estados brasileiros resultando na constatação de que de fato as políticas de prevenção à violência contra as mulheres não dialogam com as políticas de prevenção, diagnóstico e tratamento da Aids. A não implementação das normas técnicas do Ministério da Saúde na sua plenitude e a falta de capacitação de profissionais da área com a compreensão mais ampla do problema leva à persistência de políticas fragmentadas, resultando e outra forma de violência, a institucional.
Segundo as autoras do estudo, “sem considerar que as mulheres contraem o HIV na maioria das vezes em relações sexuais que não conseguiram negociar e muitas delas em relações forçadas, não se observa a violência de gênero, ou seja, a desigualdade de poder entre homens e mulheres”. Por outro lado, acrescentam que quando as mulheres se tornam soropositivas ou doentes de Aids, inicia um novo ciclo de violências, que é marcado pelas discriminações, estereótipos e outras formas de estigmatização das mulheres. Segundo as convenções internacionais das quais o Brasil é signatário, discriminação é violência, portanto, há um evidente ciclo de violações aos direitos humanos das mulheres, conclui o Estudo.

Dance com a vida


As oficinas lúdicas pensadas para as sextas feiras na Unidade Força Feminina, vem ganhando seu lugar na vida das mulheres. Com o eixo da Biodança que vem sendo conduzido pelo Professor Roberto Sanches FACED/UFBA, essa atividade teve seu inicio deste o dia 15 de fevereiro.

A oficina de Biodança é praticada em grupo e pode ser feita por qualquer pessoa. Os exercícios são lúdicos e trabalham cincos linhas, que são: vitalidade, sexualidade, criatividade, afetividade e transcendência, existentes em potencial dentro de nós. A Biodança é a dança da vida, do amor, afirmam os especialistas. Pelos movimentos e pela música, é possível melhorar o potencial de cada um e a sua relação com o mundo potencial que a biodança desenvolve.

Para uma das mulheres atendidas nesta Unidade a Biodança “Alimenta o nosso jeito de ser” (SIC) e todas as vezes que é alimentado o jeito de ser, alimenta a personalidade do individuo.
 

Carnaval Social é promovido pela Unidade Força Feminina


O Carnaval Social iniciativa da Unidade Força Feminina, contou com a participação e apoio de outras Instituições do Centro Histórico e entorno que ampliaram a ideia do encontro na Casa de Angola, para um bloco que andou pelo Largo do Terreiro de Jesus e pela Praça da Sé, embalado pelo som irradiante dos tambores dos meninos do Projeto Axé que tocaram durante todo percurso permitindo momentos de alegria que foi prestigiado por turistas, transeuntes e pela comunidade do Centro Histórico de Salvador.

O momento reuniu Instituições como CAPS Jardim Baiano, CAPS Garcia, CAPS Gregório de Matos, Distrito Sanitário de Saúde, 19º Posto do Pelourinho, Projeto Consolação e o Projeto Axé, garantindo ainda mais o sentido do trabalho em rede. A atividade além do cunho de festividade não perdeu o senso critico de formação e informação, já que na medida em que o bloco ia passando materiais de prevenção, como preservativos foram sendo distribuídos pelos Postos de Saúde presentes além de folders explicativos, informativos sobre saúde e sobre as Instituições iam sendo entregues.









A atividade foi finalizada com todos cantando os hinos do ilê Aye, Olodum entre outras.

 

PROTESTO OLODUM

Força e pudor
Liberdade ao povo do Pelô
Mãe que é mãe no parto sente dor
E lá vou eu

Declara a nação,
Pelourinho contra a prostituição
Faz protesto, manifestação
E lá vou eu

Aids se expandiu
E o terror já domina o brasil
Faz denúncia olodum Pelourinho
E lá vou eu

Brasil liderança
Força e elite da poluição
Em destaque o terror, Cubatão
E lá vou eu

Io io io io io
La la la la la la la
Io io io io io
La la la la la la la
E lá vou eu....

Professora sofre agressão e ex companheiro já está preso

Amanda Figueroa, de 34 anos, mora em Petrolina e é professora do curso de Enfermagem da Universidade Federal do Vale do São Francisco (Univasf), mas a lição que ela está dando é sobre a violência contra a mulher. Na última sexta-feira (1º) ela quase foi morta dentro de sua casa na frente da filha de apenas seis anos.
O inferno da vida de Amanda começou em agosto de 2012, quando ela começou a namorar Teóclito de Souza Amorim, de 35 anos. Depois de quase três meses de relacionamento, Teóclito mostrou a Amanda a sua agressividade.
Ele nunca aceitou o fim do relacionamento, por isso, sempre perseguiu a professora, que já havia solicitado uma medida protetiva depois de algumas agressões. Mas o que aconteceu neste final de semana em Petrolina mostra que nem sempre uma medida protetiva é realmente eficaz.
Na última sexta, Amanda, sua filha e o seu ex-companheiro (pai da criança), almoçaram juntos no Bodóbromo. O que ele não sabiam é que o ex-namorado de Amanda, Teóclito, os seguiu do bairro Areia Branca até a casa dela. E logo depois de ver que ela havia ficado sozinha com a filha, ele invadiu a casa de Amanda junto com suas duas filhas.
Teóclito então invadiu o quarto de Amanda, enquanto as suas filhas tentavam se proteger e ajudar a filha dela. Ao sair do banheiro, ela foi covardemente agredida e as marcas dessa violência estão no seu rosto e pescoço.
Com medo de morrer, Amanda fingiu um desmaio, fato que fez Teóclito cessar as agressões. Em seguida ele mesmo levou Amanda para ser socorrida no Hospital Neurocárdio, tentando se desculpar pelo que fez. Quando Teóclito voltou à casa de Amanda para pegar os documentos que ela havia esquecido propositalmente, a Polícia foi acionada, o agressor foi preso em flagrante e encaminhado para o presídio Dr. Edivaldo Gomes, por ser reincidente e desrespeitar a medida protetiva em vigor que o impedia de se aproximar de Amanda.
Nesta segunda-feira (04), a secretária da Mulher de Petrolina, Roseane Farias, visitou a vítima e garantiu que o município fará o possível para atender aos anseios de Amanda. Para Roseane o caso ainda não está encerrado. “Se ele não for punido, ela que vai sofrer as conseqüências. Por isso, as autoridades não podem ser omissas, pois se ele for solto, Amanda sofrerá risco de morte”, afirmou a secretária.
Segundo Amanda, ela não é a primeira a sofrer com as agressões, já que Teóclito já agrediu a ex-mulher e até a própria mãe. Por isso, ela rompeu o silêncio e contou essa história do Blog Vinicius de Santana.
Se você conhece também uma história de violência seja em sua casa, com a sua família, amigos ou vizinhos denuncie através do telefone da Secretaria da Mulher (3867-3516), do Centro de Referência de Atendimento à Mulher – CRAM (3861-4620) ou para a Central de Atendimento à Mulher (180).
Fonte: Blog Vinícius de Santana
http://blogviniciusdesantana.com/sociedade/metade-dos-gastos-de-dilma-vai-para-programas-sociais/