Força Feminina em parceria com CTA e Distrito de Saúde do Centro Histórico disponibiliza teste rápido de HIV para mais de 30 pessoas do Centro Histórico de Salvador


Pelo menos 45 pessoas marcaram presença no evento realizado pela Unidade Força Feminina na manhã do dia 25 de março de 2013. O objetivo da ação “Fique Sabendo” foi possibilitar aos moradores do Pelourinho, em especial, pessoas que fazem parte dos chamados grupos vulneráveis, a exemplo dos usuários de drogas, a sair da zona da dúvida e diminuir os casos não notificados. A intervenção visava um diagnóstico precoce a fim de promover um tratamento adequado ao paciente através do testes rápidos anti-HIV assim como testes de sífilis e hepatites virais.

Uma estrutura foi montada na Unidade do Força Feminina objetivando a garantia de um  atendimento sigiloso, respeitando as normas de biosegurança, privacidade e ética profissional. Salas de atendimento individual, espaço aberto para demonstração visual de como utilizar a camisinha feminina e masculina, palestras educativas, aconselhamento e distribuição de preservativos foram às ações desenvolvidas durante todo o dia. Os presentes puderam esclarecer suas dúvidas acerca das DST’s e forma de transmissão, assistir e se divertir com a exibição dos vídeos lúdicos e educativos reproduzidos pela equipe do CTA.

Os testes, para conhecer o estado sorológico do paciente, foram realizados de forma simples, em apenas 20 minutos a equipe disponibilizou aos presentes os resultados. O exame consiste em um pequeno furo na ponta do dedo. Para o caso da pessoa optar por fazer os testes para as três doenças foi necessária uma rápida coleta de sangue, já que nos casos de hepatites e de sífilis é necessário o encaminhamento para confirmação.
Os casos com resultado positivo foram imediatamente encaminhados para atendimento médico no SEMAE – Serviço Municipal de Assistência Especializada. A ação “Fique Sabendo” foi uma parceria entre a Unidade Força Feminina, CTA e o Distrito de Saúde do Centro Histórico. O evento contou com a presença de 17 profissionais da área de saúde entre Enfermeiros, Técnicos de Enfermagem, Bioquímicos, Assistente Sociais, Psicólogos, Orientadores Sociais e Agentes Comunitários de Saúde.
O evento contou com a presença de 24 mulheres acompanhadas pelo projeto sendo que 22 realizaram os testes e 2 optaram em acompanhar as palestras e o aconselhamento. Uma das mulheres acompanhada ressaltou a importância de tal ação e sinalizou que tomou coragem para saber se tem ou não o vírus após 8 anos de dúvida, “sempre tive receio de ir ao CTA e sofrer algum tipo de preconceito, caso alguém conhecido me encontrasse lá, mas aqui não, aqui é diferente, o fato do evento está sendo realizado aqui no Força Feminina me deixa mais tranqüila e confiante de que serei bem assistida” Relata.

Depoimentos marcam Seminário “Mulheres rompendo

Iniciado com a apresentação cultural do grupo de dança “Axé”, o seminário “Mulheres rompendo silêncios e denunciando violências”, promovido pela Força Feminina – Unidade Oblata em Salvador, contou com a presença maciça do público no auditório do Ministério Público da Bahia.

Dando partida a sequencia de palestras, a coordenadora da Unidade Força Feminina, Fernanda Priscila, ao fazer uso da palavra, agradeceu a presença de todos, lançou a Cartilha “Terças Formativas”, fruto de um trabalho em grupo junto às mulheres atendidas pela instituição e convidou os palestrantes para compor a mesa.

Com o tema “Gênero e Violência”, a Professora Doutora Márcia Tavares – Coordenadora geral do Observatório de Pesquisa da aplicação da Lei Maria da Penha, enriqueceu aos presentes com os conceitos sociais a cerca da palavra “gênero”, que, nas construções históricas, destacam a mulher em condições desiguais aos homens, reproduzindo o mundo machista e sexista.

Partindo da experiência vivenciada na Unidade Força Feminina, da qual já fez parte, a Psicóloga Lorena Brito da Silva apresentou um resumo da realidade da prostituição, destacando a carência de produções teóricas sobre o tema “Pobreza e Prostituição”. Direcionado, principalmente, à situação das mulheres no contexto de prostituição.

Encerrando o seminário, no período da manhã, a titular da Delegacia de Apoio à Mulher, Ana Virgínia, que assumiu a posse nos últimos dias, falou sobre o histórico dos trabalhos e das atividades atuais da entidade. De acordo com a delegada, a DEAM atende uma média de 20 casos diários - cerca de 600 atendimentos mensais. Ressaltou também a importância do trabalho em parceria com outras instituições de controle social, a fim de garantir a plena efetivação do atendimento às mulheres vítimas de violência.

No período da tarde, as convidadas: Sandra Munhoz, do Movimento de Mulheres e Maria Lúcia, do Movimento População de Rua, Maria Aparecida Rosangela dos Santos, Valderez de Araujo e Silva e Nilza de Castro Oliveira, da Unidade Força Feminina mexeram com o público ao compartilharem suas histórias de vida e de luta frente aos movimentos e aos direitos das mulheres.

Logo após, os participantes puderam sentir a realidade do tema do seminário. Viram e ouviram depoimentos de mulheres que tiveram a coragem de quebrar o silêncio e expuseram a veracidade de fatos violentos, que deixaram marcas não somente no corpo, mas, principalmente, nas lembranças. “Fui agredida, mal tratada por um homem, que antes me tratava como princesa, mas depois demonstrou ser um monstro”, relatou uma das mulheres, permitindo a exibição das imagens chocantes de quando fora agredida pelo companheiro.

O evento foi encerrado com a palestra de Izadora Ribeiro, Assistente Social que faz parte da Rede Grupo de Trabalho da Mulher em Situação de Violência, que destacou o trabalho em Rede, com a participação de Rafaela Seixas, representando o SPM – Superintendência de Políticas para as Mulheres da Bahia e de Jane Alves, representante do Conselho da Mulher.

De acordo com Fernanda Priscila, coordenadora da Unidade Força Feminina, o evento atingiu o objetivo e superou as expectativas do encontro. “Os depoimentos das mulheres foi o momento mais marcante. E o compartilhamento dessas experiências, vividas por elas, já valeu a realização deste evento”, disse.









 

 




 

Plantão Social na Unidade Força Feminina

Na tarde do dia 14 de março foi realizada uma roda de conversa sobre vários assuntos de interesse das mulheres atendidas nessa unidade, como educação previdenciária, Benefícios Eventuais, taxa mínima de contribuição, entre outros.
O “Plantão Social” contou com a parceria de Lêda Fonseca e Leandra Avelino representantes do INSS, CIAS- Programa Bolsa Família, que além de esclarecer as dúvidas das mulheres realizaram o pré - agendamento para o cadastramento do INSS, assim como fizeram a pré-inscrição no Cadúnico, atualização do Bolsa Família e receber orientações sobre qualificação profissional, tipos de contribuinte individual e facultativo baixa renda e direitos do trabalhador autônomo.
Numa ação conjunta as Assistentes Sociais presentes atenderam individualmente cada mulher participante do Plantão com o objetivo de realizar os devidos esclarecimentos e encaminhamentos.


Mulheres no Mercado de Trabalho

Fonte:
http://ultimosegundo.ig.com.br/sustentabilidade/artigos/2009/03/07/mulheres+no+mercado+de+trabalho.html
07 de março de 2009
José Pascowitch
A questão do gênero no mercado de trabalho ainda é um ponto importante - porém muito frágil - no debate que envolve a responsabilidade social corporativa. Pesquisas recentes sobre o desempenho da mulher no mercado de trabalho indicam alguns avanços no Brasil, mas os resultados ainda estão distantes do ideal.
Segundo a pesquisa "A Mulher no Mercado de Trabalho em 2008", realizada pela Fundação Seade e pelo Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos), a participação da mulher no mercado de trabalho chegou a 54,6% em 2008, aumento de 1,7% em relação ao ano anterior. Ainda que haja essa predominância há que se destacar de imediato a discrepância em um fator preponderante para que as empresas assegurem os direitos e o respeito ao profissional, independentemente de seu sexo: equidade salarial.
O estudo mostra que mulheres que trabalham nas indústrias receberam R$ 5,74 por hora de trabalho em 2008, ao passo que os homens ganharam R$ 8,48, no mesmo setor. Uma diferença de R$ 2,74 por hora trabalhada. Já no setor de serviços, a diferença foi de R$ 0,96 a mais para os homens, que receberam R$ 7,86 por hora, contra R$ 6,9 pago às mulheres.
A questão da desigualdade salarial não é uma mancha que afeta apenas a reputação de países em desenvolvimento como o Brasil. A União Europeia, onde a igualdade salarial já foi adotada como preceito há mais de cinquenta anos, já deu início a uma campanha com o lema "remuneração igual para o trabalho de igual valor".
Retomando o caso brasileiro, para os responsáveis pela coordenação da pesquisa da Fundação Seade e do Dieese, a queda de rendimentos no setor de serviços (com grande participação das mulheres) associada ao aumento dos rendimentos na área de construção civil, por exemplo, fez com que as médias salariais se distanciassem.
Para as empresas que se interessam pelas práticas de responsabilidade social, devem-se incorporar em suas operações alguns pontos, como a garantia de igualdade no acesso ao emprego e de desenvolvimento de carreira; garantia de salários iguais para funções iguais ou equivalentes; e estimular a equidade de gênero também em sua cadeia de fornecimento. Junto ao público interno, a empresa também pode incentivar os colaboradores do sexo masculino a dividirem responsabilidades domésticas, bem como se comprometer com a proteção da maternidade e com a defesa dos direitos das crianças.
Em nível local, a valorização da mulher no mercado de trabalho contribui muito para a promoção da diversidade no ambiente da empresa, como forma de combate à discriminação. Globalmente, a companhia que integra a mulher à sua força de trabalho também contribui para a erradicação da pobreza e para a melhora da qualidade de vida de mulheres e crianças. Apesar de ser um preceito básico da Declaração Universal dos Direitos Humanos, essa preocupação é, sem dúvida, uma demonstração de responsabilidade social.
Com a colaboração de Conrado Loiola
lho: ainda uma questão delicada.

Força Feminina promove Oficina de materiais recicláveis


A Unidade Força Feminina surpreende com a participação das mulheres.


Surpresa! Novidade? Curiosidade... Quem sabe! Iniciou-se no mês de março uma nova atividade: Trabalho com reciclagem sendo o material principal a garrafa pett. O interesse e a curiosidade têm sido os destaques nessa atividade que faz parte do Grupo Roda Viva, que se reúne semanalmente. Além da confecção de cadeiras, mesas, em miniaturas, as mulheres vão percebendo a importância da reciclagem, uma atitude cada vez mais  importante para a manutenção da saúde do planeta e das pessoas.

Nesse primeiro encontro as mulheres receberam como facilitadora Ruth Guimarães, professora da Roberta Flores, loja que oferta mini cursos na linha do artesanato e da reciclagem.
 

 
Assim, em sintonia com um mundo sustentável a Unidade Força Feminina seguirá promovendo este espaço de construção e reconstrução.

  

 

Ir. Idolina Poleze