Celebrando a Vida na Unidade Força Feminina


Ultima sexta feira do mês de abril, dia de celebrar a vida das mulheres atendidas na Unidade que aniversariam no mês em questão.

Com uma recepção amistosa, as mulheres foram se achegando no espaço ornamentado para recebê-las em clima aconchegante com almofadas espalhadas ao redor. Trazendo uma mensagem do sentido da celebração, as aniversariantes foram expressando o sentido da celebração na vida delas:

 “É muito bom pensar que tem alguém que sempre se lembra de nós nesse momento”.
“Eu só celebro meu aniversário aqui”.

Entre essas e outras falas, o momento marcado por muita emoção, foi celebrado com cada mulher que adentrava ao espaço - aniversariantes e não aniversariantes, mas que na partilha se uniram em interação e positividade para todos os presentes.



Quartas de Espiritualidade


Na Unidade Força Feminina, as quartas-feiras tem sido marcadas pelo espaço da espiritualidade, ou seja, espaço de partilha de vida, de compartilhar os desafios do cotidiano e de fortalecimento mútuo.

Neste espaço mulheres e equipe vivenciam a diversidade religiosa e buscam conjuntamente o sentido da vida. No encontro umas com as outras, no encontro consigo mesmas acontece o encontro com o Sagrado, com o Mistério.  A beleza se encontra na diversidade com que cada faz esta experiência.

Segundo Ivoni Reimer: “O falar de Deus acontece a partir da experiência. Assim, segundo a teologia feminista, só podemos falar da divindade a partir da experiência, como esta se relaciona à condição humana e sua finitude, seus anseios e esperanças, dando sentido à existência humana”.

Desse modo, no cotidiano das quartas feiras mulheres se contam e fazem a experiência do Sagrado a partir de seu cotidiano. Oxalá a vida se faça, cresça e frutifique a partir desta experiência.

Fonte Nova: baianas e ambulantes protestam contra normas


Na semana de inauguração, a Arena Fonte Nova enfrenta algumas manifestações contrárias a sua organização e modelo de gestão. A primeira delas foi nesta quinta-feira, 4, protagonizada pelo Comitê Popular Copa-2014.
Em Salvador, o grupo (presente em todas as cidades-sede) reivindica a não retirada dos vendedores ambulantes nas competições, o financiamento e cadastro desses trabalhadores, a prestação de contas por parte do governo e uma maior contra-partida do setor privado.
"A intenção é buscar uma discussão, principalmente relacionada a questão pós-Copa, pois sabemos que boa parte dos contratos já estão firmados", disse um dos organizadores do movimento, Argemiro Ferreira. "Se boa parte do investimento é público, qual será a contra-partida para a população? E a contra-partida da Fifa, qual será?", completou.
Se em outras cidades, como o Rio de Janeiro, o movimento tem uma atuação mais voltada para as remoções de pessoas que habitam regiões próximas aos estádios, em Salvador a preocupação tange a outros problemas conjunturais.
"Em outros estados, como no Ceará, por exemplo, a maior preocupação é em relação as remoções forçadas. Em Salvador, no entanto, temos que atrair as pessoas para o debate do turismo sexual e da limpeza étnica. Os ambulantes também não podem ser excluídos desse processo", diz Argemiro.
Baianas de Acarajé - Outra manifestação acontece nesta sexta, a partir das 7h, em frente à arena. A  Associação das Baianas de Acarajé e Vendedoras de Mingau (Abam) realiza um  protesto a favor de espaços  ao redor do estádio  para as baianas vendedoras de acarajés durante os eventos da Fifa.
As baianas acompanharão, do lado de fora da arena, a cerimônia de inauguração oficial da Arena Fonte Nova, marcada para as 10h. O evento terá a presença da presidente da república, Dilma Rousseff, e dirigentes da Fifa.
A presidente da associação, Rita Santos, espera entregar a autoridades da entidade máxima do futebol o fruto de uma petição gerada na plataforma Change.org, com mais de 15 mil assinaturas.
A diretora de campanhas da Change.org, Graziela Tanaka, explica que as baianas desejam ser exceção à norma ditada na resolução da Fifa, que recomenda afastar  ambulantes em um  perímetro de até dois quilômetros das praças de jogos. "A questão fundamental é problematizar a forma como a Fifa atropela a identidade dos países que sedia a Copa", diz.


 
Qui , 04/04/2013 às 21:06 | Atualizado em: 04/04/2013 às 22:18

Discussão sobre o motivador primaz, da prostituição.

Na lógica perversa do capitalismo, onde tudo se converte em mercadoria, o corpo da mulher torna-se passível de compra e venda. Como em uma prateleira de supermercado, onde se escolhe tamanho, cor e prazo de validade. Como objetos que servem, ainda, para reforçar a dominação masculina por meio da satisfação de suas necessidades. Com a pobreza presente na vida das mulheres, sem opções que possibilitem formas que garantam sua sobrevivência, sujeitam-se a uma das explorações mais antigas em nossa história: a prostituição.
No imaginário das pessoas, a prostituição se dá em uma esquina, em uma boate, em um bordel, mas na realidade ela se expressa de várias formas e nas mais diversas conjunturas. Não se pode falar da prostituição sem questionar o porquê das mulheres estarem em tal situação. Sem pensar em qual contexto as levam a expor seus corpos inclusive a atos de violência.
Ao longo de nossa história, as mulheres sempre exerceram papéis de servir e cuidar se esquivando de seus desejos e suas vontades, encaixadas no que é dado como obrigação e naturalização pelo simples fato de ser mulher. A imposição dos papéis ditos femininos passa de geração a geração. Eles são reforçados pela cultura machista, por instituições como a igreja e o Estado, reproduzidos pela educação escolar e cobrados pela sociedade. A diferenciação entre as mulheres que são objeto de prazer masculino ou a esposa zelosa, prolonga-se e perpetuam-se. A intimidade entre marido-esposa é tratada como simples meio de reprodução e o desejo sexual (do homem), suprido por outra categoria de mulheres: as prostitutas, que justificam assim, que as mulheres “esposas zelosas”, não satisfaçam seus desejos.
É importante lembrar que em nenhum momento da história houve reconhecimento da mulher sobre seu trabalho, seja na esfera privada (doméstica), seja no espaço público. Lembremos que no século XIX, com as inovações tecnológicas, as mulheres foram discriminadas mesmo sendo ativas em ocupações em fábricas, mas sendo objetos de dominação masculina, principalmente no âmbito sexual, assim como menciona Goldman (2011):
Em nenhum lugar a mulher é tratada de acordo com o mérito de seu trabalho, mas apenas como sexo. Portanto, é quase inevitável que ela deva pagar por seu direito a existir, a manter uma posição, seja onde for, com favores sexuais. Assim, é apenas uma questão de grau se ela vende a si mesma, a apenas um homem, dentro ou fora do matrimônio, ou a vários homens. Quer os nossos reformadores o admitam ou não, a inferioridade econômica e social da mulher é a responsável pela prostituição.[...] Em vista desses horrores econômicos, é de se admirar que a prostituição e o tráfico de escravas brancas tenham se tornado fatores tão dominantes?. (GOLDMAN, 2011, p.249)
A posição da igreja católica sobre a prostituição, em muitos momentos da história, transitou entre a condenação e a tolerância. Tolerância essa geralmente mediada pelos tributos e impostos pagos pelos serviços dessas mulheres. Nas situações em que se atribuía à prostituição a responsabilidade de “conter o fogo masculino”, para que os homens não procurassem as mulheres de “boa família”, chegou a ser considerada uma instituição social de serviço público, sendo tolerada e regulada pelo Estado.
Os moralistas estão sempre prontos para sacrificar metade da espécie humana em nome de alguma instituição miserável da qual não podem escapar. Na verdade, a prostituição não é a salvaguarda da pureza do lar, nem as rígidas leis são uma salvaguarda contra a prostituição. [...] No entanto, a sociedade não tem uma palavra de condenação para o homem, ao passo que nenhuma lei é tão monstruosa que não possa ser posta em ação contra a vítima indefesa. (idem, ibidem, p.256)
A regulação vigorou durante boa parte do século XIX em quase todos os países europeus, mas implicava para as prostitutas no seu registro, exames médicos obrigatórios custeados por elas sem ajuda do Estado e a internação compulsória quando constatada alguma doença venérea. Aos homens, na qualidade de clientes, não havia nenhuma cobrança. Mesmo nos casos que envolviam doenças, ficavam isentos de qualquer responsabilidade, tendo em vista que a raiz de todo o mal, no caso a sífilis, estaria nas mulheres.
Na Europa no fim do século XIX, teve inicio o movimento contra a regulamentação da prostituição, incitado pelas feministas. Josefine Butler, uma feminista da Federação Abolicionista Internacional que participava do movimento, afirmava em 1875:
Se a prostituição é uma necessidade social, uma instituição de saúde pública, então os ministros, os prefeitos da polícia, os altos funcionários e os médicos que a defendem, faltam a todos os deveres, não lhes consagrando as suas filhas. (SANTOS, 1982, p.21)
Podemos observar que os homens ficam isentos da reprovação e as mulheres carregam censuras e estigmas, reforçando as desigualdades entre mulheres e homens.
Discutir sobre prostituição não é um debate fácil, desta forma, não podem ser desconsiderados elementos importantes que fortalecem sua construção e ressaltar que ela está associada diretamente a violência sexual, pobreza, mercado sexual e autonomia das mulheres.
Atualmente, presenciamos a proposta do Projeto de Lei Nº 4211/2012, que regulamenta a atividade das profissionais do sexo, apresentado pelo Deputado Federal Jean Wyllys (PSOL). Tal projeto, na nossa compreensão, reforça a naturalização da prática como diz Legardinier:
A questão ética levantada pela prostituição, que envolve a violação dos direitos humanos é dissolvida na vicissitude do vocabulário, substituído pela conotação “trabalhador”, que legitima a ideia superficial de uma profissão como qualquer outra. (LEGARDINIER, 1998, p.01).
O projeto legitima a exploração do corpo e da vida das mulheres, além de minimizar o debate em garantias de direito trabalhista, inclusive associando a pauta da autonomia, defendida por nós feministas, na perspectiva da construção de uma sociedade em que as mulheres exerçam suas vontades, seus desejos e possam fazer suas escolhas. Porém tal argumento não cabe nessa pauta, pois não existe um leque de opções para uma mulher que se encontra em situação de prostituição. O exercício da prostituição, para a grande maioria das mulheres não é uma escolha, é uma condição social à qual as mulheres estão sujeitas para garantir no mínimo sua existência e reproduzir o padrão de beleza imposto (no caso, as prostitutas de luxo) e através disto, reforçar o poder masculino sobre as mulheres. É inadmissível que aceitemos que este projeto seja aprovado, nosso posicionamento é contrário à regulamentação da prostituição como profissão. Precisamos aprofundar o debate a partir de uma visão mais crítica e ampla sobre as condições de vulnerabilidades que envolvem mulheres nessa situação.
Nesse sentido, pensar sobre a problemática da prostituição das mulheres enquanto uma expressão da questão social, e por essa razão reconhecer a profundidade crítica na reflexão das muitas expressões das contradições de um Estado capitalista, desigual, opressor, injusto; que esmaga “corações e mentes” e que destrói os corpos e a dignidade das mulheres.
*Por Débora Mendonça, militante da Marcha Mundial das Mulheres no Ceará.

Centro de atendimento à mulher será realocado para os Barris

Quinta, 11 de Abril de 2013 - 20:50

A Superintendência de Políticas para as Mulheres (SPM) prepara a mudança da sede do Centro de Referência Loreta Valadares (CRLV). O serviço, que funciona atualmente no bairro da Federação, deverá ser realocado para um imóvel mais amplo, na Rua do Salete, nos Barris. De acordo com a superintendente Mônica Kalile, o novo local foi escolhido por conta da proximidade com a Delegacia do Idoso, já que o número de casos de agressão contra mulheres acima de 60 anos tem crescido. O projeto físico do novo centro, desenvolvido pela Fundação Mário Leal Ferreira (FMLF), amplia de três para sete salas de atendimento, além de abrigar, no mesmo local, a Ouvidoria da SPM e o Centro de Documentação da Mulher, salas para atividade técnica e brinquedoteca para os filhos das vítimas, além de acessibilidade. O planejamento também contempla a aquisição de novos equipamentos e a ampliação da equipe técnica e da segurança patrimonial. O órgão aguarda o parecer da Procuradoria Geral do Município (PGM) referente ao contrato do aluguel do novo imóvel.

Acerto de Contas


                                              * Lícia Peres

    Às vésperas da comemoração pelo 8 de Março- Dia Internacional da Mulher- uma importante e inédita  sentença da Justiça Federal   contribui para o combate à violência  doméstica, uma vergonha nacional, a desafiar governo e sociedade.

  Trata-se da decisão do juiz federal Rafael Wolf, de Lajeado, que responsabilizou financeiramente o assassino da ex-mulher condenando-o a devolver o valor das pensões  pagas pelo INSS  aos  filhos da vítima. Enquadrado pela Lei Maria da Penha –considerada, no gênero, uma das três  mais importantes do mundo- Hélio Beckmann que matou a facadas  Marta Iraci Rezende da Silva , em Teutônia, vale do Taquari, condenado em 2012  a 22 anos de prisão, agora também será obrigado a arcar com  parte do custo financeiro do seu crime , até que os dois filhos da vítima completem 21 anos. Nada mais justo: pagar com o cumprimento da pena e ser  compelido  à reparação pessoal das vítimas, no caso  seus dependentes.

   Em entrevista concedida ao jornal Zero Hora (27/02), Maria da Penha, inspiradora da lei que leva seu nome e  que transformou seu sofrimento em incansável energia  para o enfrentamento  da violência contra  todas as mulheres, considerou   importante a iniciativa judicial , pelo seu conteúdo educacional e pedagógico.

  A magnitude do problema é divulgada por inúmeras estatísticas.

Números do Anuário das Mulheres Brasileiras 2011, divulgado pela Secretaria de Políticas para as Mulheres e pelo Dieese, mostram que quatro entre cada dez mulheres brasileiras já foram vítimas de violência doméstica.

Dados da Central de Atendimento à Mulher (Ligue 180) revelam aumento da formalização das denúncias. Os atendimentos da central subiram de 43.423 em 2006 para 734.000 em 2010, quase dezesseis vezes mais.

O Mapa da Violência 2012 mostra mais de 43 mil mulheres assassinadas em dez anos no país.

No RS, dados oficiais apontam que 1.223 mulheres foram estupradas em 2012.

 A agenda do movimento feminista inclui um chamamento permanente à indignação, denunciando os agravos perpetrados e pressionando pela condenação dos agressores de mulheres.

Constatamos, porém, a escassez de recursos para a implementação dos programas de combate à violência de gênero que possam garantir o cumprimento efetivo da Lei Maria da Penha que tipifica e define a violência doméstica e suas diversas formas: física, psicológica, sexual, patrimonial e moral.

Em meio a tantas dificuldades, é preciso saudar a decisão pioneira do juiz de Lajeado.

E que esse acerto de contas, além de contribuir para inibir os agressores, auxilie na  conscientização da sociedade em relação a  valores de respeito  à vida e à dignidade das mulheres.

                                        *Socióloga

Reunião GT


A cada hora, dez mulheres foram vítimas de violência no Brasil em 2012

Paula Laboissière/ABr
Brasília – De janeiro a dezembro de 2012, a Central de Atendimento à Mulher (Ligue 180) contabilizou 732.468 registros, sendo 88.685 relatos de violência. Isso significa que, a cada hora, dez mulheres foram vítimas de maus tratos ao longo do ano passado.
Entre os tipos de violência relatados, a física permanece a mais frequente, totalizando 50.236 registros (56%), seguida pela psicológica, com 24.477 (28%); moral, com 10.372 (12%); sexual, com 1.686 (2%); e patrimonial, com 1.426 (2%). Dados indicam ainda que, em 2012, foram computados 430 casos de cárcere privado – mais de um por dia.
Em 70% dos registros, o agressor é o companheiro ou o cônjuge da vítima. Acrescentando os demais vínculos afetivos, como ex-marido, namorado e ex-namorado, o número sobe para 89%. Cerca de 10% das denúncias mostram agressões cometidas por parentes, vizinhos, amigos e desconhecidos.
O Distrito Federal lidera o ranking anual do Ligue 180, com uma taxa de 1.473 registros para cada 100 mil mulheres. Em seguida, aparecem Pará e Bahia, com taxas de 1.032 e 931, respectivamente.
Municípios com média de 5 mil habitantes, como Santa Rosa da Serra (MG), Borá (SP), Sagrada Família (RS), Salvador das Missões (RS) e Amapá (AP), encabeçam o ranking das 50 cidades que registraram o maior número de ligações (proporcionalmente à população).
Para a ministra da Secretaria de Políticas para as Mulheres, Eleonora Menicucci, os números demonstram que, nessas localidades, os serviços da pasta dificilmente chegam. “Isso mostra a necessidade de interiorização dos serviços especializados de atendimento a mulheres.”
“É importante perceber, entretanto, que as mulheres estão confiantes. E, ao confiar, estão perdendo o medo. Elas permanecem com a vergonha de terem sido humilhadas, maltratadas e violentadas, mas acreditam”, destacou.

Unidade Força Feminina rememora êxodo junto às mulheres


Rememorando a Páscoa Judaica a Unidade Força Feminina celebrou com as mulheres o tempo de passagem, tempo de travessia, tempo de libertação. Mulheres e equipe recordaram a Páscoa judaica trazendo elementos da celebração tais como: ervas amargas, pão ázimo, vinho, cordeiro.

À medida que recordavam o sentido destes elementos resinificavam com a realidade vivenciada na atualidade. O sentido da Páscoa Judaica foi trazido em sintonia com o sentido da Páscoa realizada por Jesus de Nazaré e pelo seu compromisso com os pequenos e empobrecidos. Assim, que mulheres e equipe rememoram a Páscoa de Jesus de Nazaré através do falar e sentir das crianças. Cantaram: Onde reina o amor, fraterno amor, Onde reina o Amor, Deus ai está!!!

Segundo Leonardo Boff: “A Páscoa é festa central para judeus e cristãos. Celebrar é atualizar para os judeus a passagem da escravidão no Egito para a terra da promissão, a passagem pelo Mar Vermelho e a passagem de massa anônima para um povo organizado. A figura de referência é Moisés, libertador e legislador, que nasceu cerca de 1250 anos antes de nossa era. Conduziu a massa para a liberdade e a fez povo de Deus. Para os cristãos a Páscoa é também passagem. Tem como figura central Jesus de Nazaré. Ela celebra a passagem de sua morte para a vida, de sua paixão para a ressurreição, do velho Adão para novo Adão, deste cansado mundo para o novo mundo em Deus.”

Neste sentido, mulheres das Unidades Oblata, seja em Juazeiro, São Paulo, Belo Horizonte, Argentina, Angola, Uruguai ou em Salvador estão a celebrar o tempo de passagem da morte para a vida, da escravidão para a liberdade!!! Tempo de renovar a certeza do valor da vida e da vida que ressurge ante a escuridão e a morte.




Governo lança Programa Mulher, Viver sem Violência

Danilo Macedo/ABr
Brasília - O governo federal lançou nesta quarta-feira, (13) o Programa Mulher, Viver sem Violência. O programa prevê a construção de centros chamados Casa da Mulher Brasileira, que integrarão serviços públicos de segurança, justiça, saúde, assistência social, acolhimentto, abrigamento e orientação para o trabalho, emprego e renda em todas as 27 capitais brasileiras.
 
“A mulher terá todos os serviços, sem precisar peregrinar atrás de cada um deles”, disse a ministra da Secretaria de Política para as Mulheres, Eleonora Menicucci. Ela explicou que serão investidos R$ 265 milhões até 2014, sendo R$ 115,7 milhões na construção dos centros, compra de equipamentos e manutenção, R$ 25 milhões na ampliação da Central de Atendimento à Mulher – Ligue 180, R$ 13,1 milhões na atenção à saúde, R$ 6,9 milhões na humanização da perícia para aperfeiçoamento da coleta de provas de crimes sexuais.
O custo médio de cada centro é estimado em R$ 4,3 milhões, incluindo construção e aquisição de equipamentos. O governo espera atender cerca de 200 mulheres por dia e 72 mil por ano em cada um deles.
Também serão investidos R$ 4,3 milhões em serviços de fronteira, aumentando o número de centros de atenção às mulheres nas fronteiras e estendendo os serviços para as regiões próximas à Bolívia, Guiana Francesa, Guiana Inglesa, ao Paraguai, ao Uruguai e à Venezuela. Atualmente, há três centros de atenção à mulher nas regiões fronteiriças. Além de apoio a migrantes, os centros também atuarão no combate ao tráfico de pessoas.
O modelo é inspirado no implantado em El Salvador, que tem o Cidade da Mulher, um centro de atendimento e assistência às mulheres, que reúne desde serviços de saúde até cooperativas de crédito. Na visita que fez à presidenta Dilma Rousseff no início do mês, a primeira-dama do país, Vanda Pignato, que é brasileira, explicou que cerca de 20 estruturas de Estado funcionam em um mesmo local. “Numa mesma manhã, a mulher faz o que levaria meses para resolver”, disse na ocasião.
 
Segundo o Mapa da Violência, publicado em 2012, pelo Centro Brasileiro de Estudos Latino-Americanos (Cebela) e pela Faculdade Latino-Americana de Ciências Sociais (Flacso), mais de 92 mil mulheres foram assassinadas no país entre os anos de 1980 e 2010, tendo quase metade dessas mortes se concentrado apenas na última década. Em 2011, o Sistema de Informação de Agravos de Notificação (Sinan), do Ministério da Saúde, registrou 70.270 atendimentos a mulheres vítimas da violência. A maioria delas tinha entre 15 e 29 anos e foi agredida por maridos ou namorados.
No ano passado, dez mulheres foram vítimas de maus tratos a cada hora, segundo dados da Central de Atendimento à Mulher (Ligue 180).
Em seu último pronunciamento na televisão, Dilma disse que a redução das diferenças de gênero passa pela intensificação do combate aos crimes contra as mulheres, que ela classificou de “monstruosos”, como a violência doméstica e o tráfico sexual. “A violência doméstica, aliás, tem que ser varrida dos nossos lares e do nosso território. Já temos instrumentos poderosos para isso, como a Lei Maria da Penha, que é uma das melhores do mundo. É preciso agora maior compromisso e participação de todos nós”.