Força Feminina promove semana criativa com as mulheres

Foram desenvolvidas atividades diferenciadas com as mulheres do Projeto Força Feminina durante os dias 22 a 26 de julho de 2013 com o objetivo de despertar o potencial criativo destas e oferecer um espaço lúdico e de lazer. Entre as ações desenvolvidas, se destacaram o Bazar Social de responsabilidade do Renascer, um grupo de mobilização, protagonismo e luta que está se fortalecendo a cada dia na sua ação protagônica dentro do projeto; Oficina de Pintura em camisa e a Dança do Ventre.

No primeiro dia (22/07) foi lançada a proposta de refletir acerca do tema Bem Estar com o despertar dos sentidos. Deste modo foram trabalhados com várias dinâmicas, desenvolvida entre três grupos: a visão, com jogo dos 7 erros; a audição, com a brincadeira “Qual é a música?”; o tato e o olfato com a identificação e reconhecimentos de objetos. O primeiro dia foi marcado por muita descontração, entregas de brindes e reflexões a cerca da importância do cuidado pessoal e da promoção do bem estar.
 
O segundo dia seguiu com a mesma animação e disposição das mulheres que atentamente participaram da oficina de pintura em tecido com a técnica Craquelê ministrada pelos trabalhadores sociais. As mulheres presentes ficaram animadas com a facilidade que a técnica oferecia e com resultado artístico obtido com a esta.
 
  
Na quarta-feira (24), aconteceu a exposição e amostra com venda de roupas, objetos e produtos adquiridos por mulheres do grupo Renascer. O evento tinha por objetivo viabilizar a confecção da primeira camisa do grupo. Este evento inicia, para o Renascer, uma nova forma de ter uma renda própria para o grupo.

 

 
  
Para encerrar as atividades da semana foi ministrada para as mulheres uma oficina de Dança do Ventre, na sexta-feira (26) com a facilitadora Niejla Brito que além de ensinar passos e  técnicas da dança trabalhou com as mulheres questões de auto-estima, superação e qualidade de vida.    









Grupo Mobilização e luta: o processo continua




 Na sede da Unidade Força Feminina, a luta pela conquista da moradia continua e junto dela espaço de mobilização e luta. Este espaço é composto por mulheres que estão na luta pela sua moradia. Esta luta, no entanto, mostra que existem outras lutas: por educação, saúde, lazer, trabalho. 
Nesta dança de articulação e empoderamento as mulheres vêm se reunindo e refletindo diversos temas: discriminação, direitos das mulheres, gênero, cidadania. A cada encontro o grupo cresce com o objetivo de conquistar a moradia, mas também com o intuito de se organizar politicamente.







No encontro que ocorreu no ultimo dia 19/07 as mulheres retomaram o nome dado ao grupo, discutiram sobre seu significado e levantaram outras propostas de temas a serem refletidos no grupo. Segundo as mulheres, mobilização e luta significa:
 
“Mobilização é todas nunca perder a esperança de lutar por seus direitos de cidadãs que a sociedade só sabe discriminar, mas somos mulheres guerreiras” ou ainda: “Luta é alcançar uma coisa que você quer ter, uma casa, estar ao lado de sua família unida. É ter uma vida melhor”.



O desejo apresentado pelas mulheres é o desejo de toda cidadão. Alias é muito mais que um desejo, é um direito a ser conquistado. Por isso exige: Mobilização e luta. Neste sentido entoamos junto com uma das mulheres: “Nós temos que lutar pelos nossos direitos objetivo para que nossos filhos tenham uma vida melhor”.

A MORTE E OS MENDIGOS

 
Leitura de fatos violentos publicados na mídia
Ano 13, nº 08, 31/05/2013 

De volta a 13 de dezembro de 2012. A Rádio Jornal 820 AM noticia: “Goiânia soma 11 mortes de moradores de rua em 38 dias”. O primeiro parágrafo da matéria é iniciado com a lista de oito nomes de vítimas e com a informação de que três dos 11 mortos não foram identificados.
 
Michel tinha como apelido Rondônia, nome do seu estado natal, “foi encontrado morto na porta de uma clínica”. Ao vê-lo no chão, um médico quis acordá-lo, porém não era mais uma manhã igual às outras, ele foi o décimo primeiro morador de rua que foi morto em pouco mais de um mês (38 dias) na cidade de Goiânia.
Um delegado da Delegacia Estadual de Investigações de Homicídio informou que a vítima era usuária de crack “e, possivelmente, foi assassinado com um golpe de objeto contundente na cabeça, ou seja, uma paulada”. Esta suposição do delegado é anterior ao laudo do Instituto Médico Legal.
Para o delegado, estas vítimas não são moradores de rua comuns, elas se distinguem por serem usuárias de entorpecentes. Segundo ele, as mortes estão relacionadas com os conflitos entre usuários. Não considera, portanto, que exista “um grupo de extermínio para matar moradores de rua. As mortes são geralmente a paulada, facada ou pedrada, o que o indica que o autor estava próximo e é conhecido da vítima”. 
Em 18 de dezembro de 2012, entre as manchetes da edição do SBT Manhã, tem-se: “Número de moradores de rua mortos em Goiânia chega a 14”. Desta vez, de acordo com a polícia, a vítima foi ferida na barriga por tiros de arma de calibre 9 mm, de uso restrito da polícia. Suspeita-se de crime de execução.
Em meados de abril de 2013, o assunto já havia adquirido repercussão através de várias mídias de alcance em todo o País. No dia 15, é noticiada a morte de número 28, pelo Jornal Nacional, da Rede Globo de Televisão: “Mais um morador de rua foi assassinado em Goiânia – o 28º desde agosto”. No dia seguinte, o “bordão” é acrescido de “mais um” e “mais um”. E é chegada a trigésima vítima que também morrera no dia 15 e foi alvo de notícias em 16 de abril.
O caráter contábil das mortes e a insistência das autoridades policiais do Estado de Goiás em relacioná-las ao tráfico de drogas antes mesmo de averiguações mais consistentes sugerem, de modo indireto, um valor negativo mais profundo para as vítimas. De um modo geral, os moradores de rua são duramente estigmatizados, dando-se a impressão de que representa o último grau possível de estigmatização, entretanto, a mortandade em Goiânia abriu espaço para um tipo de morador de rua ainda mais desqualificado: o morador de rua envolvido com o tráfico.
Parece que estes sujeitos, em 12 de agosto de 2012, se reuniram em assembleia e decidiram se matar entre si. É como se tivessem deliberado pela antecipação da terceira guerra mundial no que tange à sua comunidade. Para caracterizar o conflito, definiram que usariam como armas: facas, porretes, pedras, ou objetos que evidenciassem que a ação violenta foi praticada por uma pessoa que estivesse próxima da vítima. Mas não, não pode ser esta a interpretação dos acontecimentos, afinal, de acordo com a opinião do delegado, “os crimes não têm relação uns com os outros”.
A tese policial, ao que parece, aposta em uma grande coincidência. E, de repente, cada morador de rua por seu lado, decidiu matar um colega. A tese da coincidência contribui para que seja superada a impressão de que há uma onda orquestrada de violência contra moradores de rua e, com isso, o problema ganha feição de “coisa deles”, eles que seriam os piores entre os piores. A pior seleção de seres humanos estaria se auto-exterminando, de modo incontrolável, cabendo à ordem pública fazer o exercício contábil e rotular as vítimas de qualificações compatíveis, de acordo com a moral hodierna, com as suas mortes e livrar todas as outras instâncias possíveis de qualquer suspeição.

Com esta espécie de salvo-conduto geral, segue o medo dos moradores de rua, o pavor de corresponder a “mais um mendigo morto em Goiânia”, ampliando o número e sem fechar a conta.

Iniciamos a semana

A unidade Força Feminina inicia a semana promovendo espaço terapêutico e de espiritualidade. Com a casa decorada com elementos produzidos pelas próprias mulheres feitas em atividades do grupo Roda Viva.

A oração inicial fez um convite as mulheres a relembrarem elementos fatos e momentos de suas vidas, onde tristezas, dificuldades e pesar não estiveram presentes. A leitura do texto de Paulo Coelho, foi um convite de reflexão:

Podemos acreditar que tudo que a vida nos oferecerá no futuro é repetir o que fizemos ontem e hoje. Mas, se prestarmos atenção, vamos nos dar conta de que nenhum dia é igual a outro. Cada manhã traz uma benção escondida; uma benção que só serve para esse dia e que não se pode guardar nem desaproveitar. Se não usamos este milagre hoje, ele vai se perder.
Este milagre está nos detalhes do cotidiano; é preciso viver cada minuto porque ali encontramos a saída de nossas confusões, a alegria de nossos bons momentos, a pista correta para a decisão que tomaremos.

Nunca podemos deixar que cada dia pareça igual ao anterior porque estamos em constante processo de mudança.

Paulo Coelho

“É a vida de cada um que contribui para que acreditemos no seu potencial”. Foi a fala de uma das mulheres seguida de outra que disse: “É fortalecendo a esperança que conseguimos viver cada minuto de alegria e de bons momentos em nossas vida”.         

Salvador, 15 de Julho de 2013.






Equipe do Força Feminina realiza monitoria

Nos dias 09 e 10 de julho a Unidade Força Feminina esteve reunida para rever as ações do primeiro semestre. O momento de reflexão-ação-reflexão foi um momento de constatações constatação importante acerca da ação junto com as mulheres.
O avanço das mulheres é visível nas atividades realizadas durante o semestre.  Dentre elas destaca-se:
- Acompanhamento hospitalar (qualidade e empenho)
- Mulheres das abordagens se aproximando da Unidade
-Realização do Posto do Atendimento em dos locais de abordagem garantindo atendimento as mulheres de forma mais integral, com recolhimento de dados (nome, contato telefônico entre outros)
-Maior aproximação nas abordagens realizadas em alguns locais, com construção de vínculo em um dos bares que possibilita aproximação às mulheres.
-Considerando a estimativa de 120 mulheres com redução das violações de direitos, e que estamos no meio do ano, atingimos 80%.
-Crescimento no número de encaminhamentos
-Crescimento no número de mulheres na sede
-Crescimento no número de atendimentos individuais
-Interesse e comprometimento das mulheres nas atividades na Unidade, buscando atividades pela percepção dos objetivos da mesma
Considerando o indicador de 150 mulheres beneficiadas pelas instancias parceiras e o número de 128 mulheres atendidas na Unidade, sem contar com as mulheres acompanhadas nas abordagens que não comparece a Unidade, considera-se eficaz esta ação.
Em relação a 40 instituições ou sujeitos que passam a favorecer os direitos das mulheres, só nesse semestre estivemos articulados com 29 Instituições sem contar as 14 reuniões de articulação e mobilização que a Unidade participa.
Considerando o indicador de 20 mulheres com direitos efetivados, percebemos que já alcançamos considerando as 12 mulheres que até o presente momento conquistam suas casas, 123 encaminhamentos para a rede socioassistencial.
Para além das ações com as mulheres a equipe de trabalho contou com espaços formativos com os seguintes temas:
·    Lei Maria da Penha
·    Tráfico de pessoas: Exploração de gênero no desenvolvimento do turismo
·    Seguridade Social
·    Globalização e Sociedade
·    Políticas Públicas com Fernanda Lins
·    Mobilização Social
Além disso, temos a participação no curso de Educadores Populares em Brasília, Encontro da Rede Oblatas com o tema Estrutura da Prostituição e Tráfico  e participações em Seminários.
Em relação ao indicador de 500 socializações dos conhecimentos produzidos, somente no seminário Mulheres rompendo silêncios e denunciando violências tivemos a presença de 120 pessoas que receberam materiais produzidos pela unidade;
- distribuição de materiais da Unidade para 30 pessoas no encontro Diálogo de Saberes no Ministério Público
- 06 edições do Compartilhai lançado por redes sociais, e-mails e site.
- 300 folhetos distribuídos no Ato Contra a Violência Sexual
- Distribuição de 70 cartilhas na Faculdade de Direito da UCSAL
- Cerca de 40 alunos de faculdades que receberam materiais na sede da Unidade.
- 30 pessoas beneficiadas em um momento de apresentação da Unidade com distribuição de materiais (Missionários italianos). 

Salvador sediará a primeira Casa da Mulher

Salvador vai ganhar, até o final de outubro, a primeira sede da Casa da Mulher Brasileira, centro integrado voltado para o público feminino em situação de violência.
A iniciativa faz parte do programa "Mulher, Viver sem Violência", do governo federal, lançado em maio deste ano. A estrutura vai contar com delegacias especializadas, juizados, varas, defensorias, promotorias e equipe psicossocial com psicólogas, assistentes sociais, sociólogas e educadoras.
A implantação terá investimento de R$ 4,3 milhões do governo federal, incluindo construção, equipamentos, mobiliário e transporte.
De acordo com a secretária estadual de Políticas para as Mulheres, Lúcia Barbosa, com a criação do espaço, será possível oferecer um acompanhamento completo às vítimas de violência.
"Por conta da distância entre os locais onde os órgãos funcionam, algumas mulheres abandonam o procedimento e, mais tarde, só voltamos a ter notícias delas nas páginas policiais", afirmou.
Ainda conforme  a secretária, a criação do centro integrado não vai anular os serviços já existentes. "Não se trata de uma substituição dos órgãos atuantes. A casa virá para agregar mais um espaço de enfrentamento à violência contra a mulher", disse.
Na opinião da promotora Márcia Teixeira, coordenadora do Grupo de Atuação Especial em Defesa da Mulher do Ministério Público do Estado da Bahia (MP-BA), a implantação da casa é uma forma de assegurar que as políticas públicas de enfrentamento à violência doméstica sejam efetivas. 
"A intenção é que a casa funcione como uma estrutura integrada. A Bahia estava sentindo falta de uma estrutura como essa. É um projeto completo, capacitado para  um atendimento humanizado".
 
Termo de cooperação
No próximo dia 11, todos os órgãos envolvidos na criação da Casa da Mulher se reúnem para assinar um termo de cooperação técnica. A partir desse encontro, serão definidos os detalhes da execução do projeto, como o local onde será construído.
A previsão, segundo a secretária Lúcia Barbosa, é que  funcione na Avenida Tancredo Neves, em terreno pertencente ao Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).
De autoria do arquiteto baiano João Filgueiras Lima, o Lelé, o projeto contempla, ainda, áreas como brinquedoteca, espaço de convivência, auditório e salas de qualificação profissional e encaminhamento ao mercado de trabalho.
Luana Almeida

Mortalidade Materna no Brasil – Um desafio a ser superado

No Brasil, mais de 800 mulheres morrem todos os anos por complicações na gravidez, parto e pós-parto.
 
Todos os anos, em todo o mundo, forma-se uma legião de recém-nascidos que nunca ouvirão canções de ninar nas vozes daquelas que lhe deram a vida, nunca receberão um afago, uma carícia ou serão amamentados por elas. São os órfãos das mais 300 mil mulheres que morrem por complicações na gravidez, parto e pós-parto.
 
Na Bahia, a razão de mortalidade materna por causas diretas, em 2010, foi de 61,7 óbitos maternos/100.000 nascidos vivos.
 
Segundo dados da Organização Mundial de Saúde (OMS), cerca de 1000 mulheres morrem por dia em todo o mundo. As mortes são mais frequentes nos países em desenvolvimento, evidenciando o lado cruel da saúde destinada as populações mais pobres. Apesar de a mortalidade materna ter diminuído em todo o mundo – de cerca de 585 mil, em 1990, para 358 mil, em 2008 – os números ainda são inadmissíveis.
De acordo com a OMS, a mortalidade materna é a morte feminina ocorrida no período da gestação ou até 42 dias após o parto, não importando a duração ou a localização da gravidez, morte causada ou agravada pela gravidez. Ainda de acordo com a OMS, a morte materna tardia é aquela ocasionada ou agravada pela gravidez, que pode acontecer num período superior a 42 dias após o parto e inferior a um ano após o parto.
 
Na Bahia, a razão de mortalidade materna por causas diretas, em 2010, foi de 61,7 óbitos maternos/100.000 nascidos vivos, mas o valor corrigido, que calcula um percentual para os casos subnotificados, foi de 71,6 óbitos maternos /100.000 nascidos vivos.  A média do Estado é superior à média nacional. Segundo dados do Ministério da Saúde (MS), em 2010, a taxa de mortalidade materna no Brasil foi de 68 óbitos maternos/100.000 nascidos vivos.
 
A razão da mortalidade materna no Brasil tem  tido uma  tímida diminuição, apesar das iniciativas do governo brasileiro com a criação de alguns programas, políticas e se tornando signatário de tratados internacionais para a redução da mortalidade materna. O número de mulheres que morreram no primeiro semestre de 2011, 705, foi 19% menor que no mesmo período de 2010, quando foram registrados 875 mortes de mulheres por consequências do período gravídico-puerperal (período entre a gravidez, o parto e o pós –parto).  As razões de mortalidade materna nacional e estadual permanecem acima do que é considerado aceitável pela a OMS: entre 10 e 20 mortes maternas/100.000 nascidos vivos.
 
“Iniciativas do Ministério da Saúde como os programas PAISM e PHPN, além do Pacto Nacional, que representa mais do que um programa e sim a política do Estado brasileiro para enfrentamento da mortalidade materna, são referências importantes, porque são o reconhecimento da gravidade do problema e a necessidade de seu controle, mas não conseguiram plena efetivação”, afirma Greice Menezes, pesquisadora do Programa de Estudos em Gênero (MUSA) e Saúde e professora do Instituto de Saúde Coletiva da Universidade Federal da Bahia (UFBA).
 
Evitável em 90% dos casos, a morte materna é uma violação dos direitos humanos das mulheres. Sendo importante indicador para se compreender a qualidade da assistência médico-sanitária prestada a uma população, reflete a pobreza, as desigualdades de gênero, as precárias condições socioeconômicas, o baixo grau de informação e de escolaridade de uma sociedade.  Além de evidenciar o lugar que a mulher ocupa em uma determinada sociedade.
 
“As mortes maternas são produzidas socialmente, porque expressam a exclusão social de mulheres, em que desigualdades de classe social, gênero, raça/etnia e geração se articulam, penalizando as mais jovens, pobres, negras. O perfil das mortes é portanto conhecido. Morrem mulheres pobres, pouco escolarizadas, de raça/cor negra, residentes nos bairros periféricos das cidades, onde há menor acesso aos bens e serviços, inclusive os de saúde”, declara Menezes.
Outro evento tão grave quanto à mortalidade materna é a morbidade materna grave (near miss – eventos de quase morte materna). A near miss e a mortalidade materna são eventos semelhantes, porém os primeiros ocorrem com maior frequência.
 
Jane Evangelista é jornalista e especialista em Jornalismo Científico pela UFBA.
 

Força Feminina recebe Irmã Analita e Irmãs Mirta Sanchez e Olga Colipe


Em continuidade ao processo de aproximação da realidade das Unidades e após conhecer um pouco da realidade da Unidade de Juazeiro Ir. AnalitaAlbani e as Irmãs Mirta Sanchez e Olga Colipe chegaram a Salvador e seguem aproximando-se da realidade sendo agora a realidade soteropolitana.
No dia 04/07 as Irmãs participaram do momento de espiritualidade juntamente com a equipe da Força Feminina, compartilharam o momento vivenciado pela Província Santíssimo Redentor que integra os países Argentina, Brasil, Uruguai e Angola e conheceram um pouco mais do trabalho do Instituto das Irmãs Oblatas em Salvador, como este se desenvolve, quais são as principais ações, desafios e conquistas. Dentre as ações desenvolvidas destaca-se:Atendimento: Abordagem, Acolhida e encaminhamentos com o Projeto Abordagem Social e o Projeto: Aproximação e Acolhida; Assessoramento com o Projeto: Fortalecimento do Protagonismo das Mulheres e Projeto: Mulheres rompendo silêncios e denunciando violências; Defesa e Garantia de Direitos com o Projeto: Mulheres em movimento e processo de mobilização.
O encontro foi marcado por trocas, escutas e conhecimento da realidade.

Protestos marcam cortejo do Dois de Julho em Salvador

O desfile em comemoração à Independência do Brasil na Bahia, que teve início por volta das 9h na Lapinha, é marcado por diversos protestos nesta terça-feira, 2. Integrantes do Movimento Passe Livre (MPL) e da Marcha das Vadias, servidores públicos, professores e até torcedores do Bahia descontentes com a atual diretoria do clube, aproveitam o cortejo cívico para se manifestarem. O desfile, que começou no Largo da Lapinha, segue em direção à Praça Municipal e ao Terreiro de Jesus, no Pelourinho, onde termina a primeira parte do cortejo.
 
Integrantes MPL seguem em caminhada, com faixas e cartazes de protesto, à frente das pessoas que participam do desfile ao Dois de Julho. A Polícia Militar acompanha a movimentação, que ocorre de forma pacífica. Os ativistas aproveitam a participação do governador Jaques Wagner (PT) e do prefeito ACM Neto (DEM) no desfile para pedir melhorias para Salvador e para o Estado.
 
Partidos - Partidos políticos e entidades de classe também fazem manifestação durante os festejos. Filiados do PSOL aproveitaram a ocasião para "cutucar" o prefeito ACM Neto, em protesto contra a Superintendência de Controle e Ordenamento do Uso do Solo de Salvador (Sucom), que havia proibido faixas, placas e painéis publicitários durante o cortejo. Em uma das faixas carregadas por filiados do partido, a frase "ACM Neto, venha tomar a minha faixa!" chama a atenção

Unidade Força Feminina participa de Diálogo de Saberes


 Iniciativa do Ministério Público da Bahia, o evento intitulado Diálogo de Saberes trata-se da articulação com a academia e com a sociedade civil, para trazer uma política de discussão, reflexão e troca de experiências na tentativa de compreender por outras lentes a complexidade dos fenômenos que impactam o sistema de justiça e a atuação ministerial. O evento propõe a troca de saberes acadêmicos e populares que traz por consequência a produção de conhecimentos interdisciplinares que favoreça a práxis profissional do Ministério Público.

E na sexta-feira do dia 28 de junho, a Unidade compareceu ao CEAF, Centro de Estudos e Aperfeiçoamento Profissional, partilhando a experiência do Instituto das Irmãs Oblatas do Santíssimo Redentor e da Rede Oblata, com o trabalho junto às mulheres em situação de prostituição. Com a presença de representações do governo, da Prefeitura Municipal, SPM – Superintendência de Politicas para as Mulheres Estadual e Municipal, além de membros da sociedade civil como um todo, o evento garantiu o fortalecimento das redes de parcerias para o atendimento à mulher e o mais importante, a busca pela redução da invisibilidade a que as mulheres em situação de prostituição estão condicionadas.

Com a fala de Fernanda Priscila, coordenadora da Unidade e de quatro mulheres atendidas, temas como violência, dificuldade de acesso às redes de atendimento e a invisibilidade da realidade da prostituição foram levantados. O evento possibilitou ainda a partilha e escuta dos presentes que trouxeram suas contribuições e reflexões.
Um dos frutos do momento foi o fortalecimento das parcerias, inclusive o estreitamento das relações com o GEDEM - Grupo de Atuação Especial em Defesa da Mulher, além de propostas de ampliação do trabalho da Unidade em comunidades aonde a incidência da prostituição vem representando um problema social, no que diz respeito à inserção de mulheres e jovens nesse contexto.