Força Feminina participa de Bate-papo Tirando de Letra - Mundo Mulher no Mulher em Cena 2014


No dia 25/04 aconteceu na Biblioteca Pública do Estado da Bahia às 18h30, o Bate-papo Tirando de Letra - Mundo Mulher. Com o tema Representação Social da Mulher, o bate-papo contou com a participação de mulheres de diversos segmentos profissionais que partilharam as experiências e os desafios encontrados em suas carreiras. As convidadas deste espaço foram:  
- Paulete Furacão - Coordenadora do Núcleo LGBT da Secretaria de Justiça (SJCDH);
- Fernanda Priscila Alves - Coordenadora do Projeto Força Feminina;
- Representante da DeputadaLuíza Maia - Deputada Estadual (Autora da Lei 19.237/11 - Lei Antibaixaria);
- Eliana Rollemberg - Socióloga e atuou como militante durante a Ditadura Civil Militar;
- MakotaValdina Pinto - Professora, ativista política, membro do Conselho de Cultura da Bahia e Makota no Terreiro de Candomblé Angola, em Salvador.

A atividade contou com a mediação do apresentador e jornalista Bruno Machado que promoveu o espaço de diálogo e conversa do tema proposto. O bate papo faz parte da programação do Projeto Mulher em cena 2014, propondo no mês de março e encerrando em abril diversas atividades voltadas para as questões da mulher em contexto atual.


Neste espaço a Unidade Força Feminina se fez presenta trazendo a temática da Representação social da Mulher inserida em contexto de prostituição, as imagens, estereótipos e estigmas que são construídos acerca da mulher. O espaço tem sua importância no sentido de promover a desconstrução da visão que se tem da mulher e possibilitar diálogos e discussões sobre o tema.


Exploração de Gênero no desenvolvimento do Turismo é tema do terceiro encontro de Cirandas Parceiras


As Cirandas Parceiras é uma iniciativa do Projeto Força Feminina e tem como objetivo articular e fortalecer Instituições que são parceiras do Projeto e se compromete na Ação qualificada às mulheres em situação de prostituição. Esta iniciativa visa ainda promover espaço de formação, discussão e debates acerca de temas relevantes e complexos da realidade social.
O primeiro encontro teve como tema de debate: Prostituição e Gênero, sendo o Projeto o articulador da discussão.  O segundo encontro contou com a presença do Comitê Popular da Copa e como tema: Os impactos da copa na cidade de Salvador. Este terceiro encontro teve como tema: Exploração de Gênero no desenvolvimento do turismo com a articulação de Jaqueline Leite do CHAME.

O terceiro encontro foi marcado pelo de participações de Instituições neste espaço o que demonstra o processo de fortalecimento da Rede e o desejo em discutir temática complexas do contexto social. 

Força Feminina celebra Páscoa com as mulheres



A cidade de Salvador vive um momento desafiante com a greve dos policiais e a falta de segurança... No embalo deste movimento a Unidade Força Feminina celebra junto das mulheres a festa da Páscoa. O momento e a realidade nos ensinam a celebra em meio a complexidade. Assim como no tempo de Jesus, assim como em sua experiência de morte ainda se vive a realidade da morte cotidiana e violências que desumanizam as pessoas.
A experiência da Páscoa vem mostra que AVIDA SUPERA A MORTE... A vida fala mais alto e a experiência da morte traz consigo o grito da RESSURREIÇÃO. Com este grito na garganta a Unidade Força Feminina faz a memoria da Páscoa e se coloca no caminhar como os discípulos de Emaus... Falando sobre os últimos acontecimentos e refazendo o caminho de volta... No caminho redescobrindo o sentido da vida, no caminho redescobrindo formas e jeitos de partir e repartir o pão... No caminho redescobrindo formas de reconhecer a presença de Jesus na estrada.

Neste clima de caminhada, mulheres e equipe da Unidade Força Feminina celebra a vida que vence a morte e clama por uma Salvador em paz!!!

Convite!


Envie a Ficha de Inscrição para o e-mail: comunicapff@hotmail.com

Ficha de Inscrição

Força Feminina: Presença Oblata na 5ª- Semana Social Brasileira



Durante os dias 04 à 06 de abril de 2014 em Lagoa Seca-PB, a Unidade Força Feminina esteve participando da  5ª- Semana Social Brasileira com o tema: O Nordeste que temos. O Nordeste que queremos! O encontro reuniuagentes de pastorais, militantes e lideranças populares de todo o nordeste em mutirão de sistematização das propostas para construção do “Estado Que Queremos” e de definição de estratégias.
O Objetivo do encontro: Debater a conjuntura política, econômica, social brasileira, especificamente do Nordeste, buscando uma maior articulação entre as pessoas e grupos comprometidos no processo de consolidação de um Estado a serviço de todos/as. Durante o encontro houve espaço de Mini Plenárias com o objetivo de refletir diversas temáticas, dentre elas a temática das mulheres. A seguir podemos ver todas as plenárias e assim a participação da Unidade:

1.    Segurança e Soberania Hídrica e Alimentar
Experiências:
Semente da Fartura – CERAC/PI
Articulação no Semiárido Brasileiro– ASA Brasil

2.    Terra, Território e Violência no Campo
Experiências:
Caravana Agroecológica – Apodi/RN e CE
Moquibom/MA
Luta dos Povos Indígenas no Sul da Bahia – CIMI

3.    Controle Social Popular
Experiências:
Tribunal Popular do Judiciário – MA
Tribunal Popular do Judiciário – BA
Tribunal Popular do Estado – CE

4.    Acesso aos direitos sociais e as políticas publicas
Experiências:
Defesa do SUS – Centro de Medicina Popular e Pastoral da Criança – RN
Campanha Estadual pelo Direito Humano à Educação Pública e de Qualidade – Redes e Fóruns de Cidadania/MA

5.    Questão urbana e a cidade de exceção
Experiências:
Mega Eventos – Comitê Popular da Copa/CE
Mobilidade – Passe Livre/PB
Habitação – Fórum de Reforma Urbana/PE

6.    Os grandes projetos e a sustentabilidade do Nordeste – Impactos sobre seu povo, sua cultura e seu território
Experiências:
Transposição do Rio São Francisco – Articulação São Francisco Vivo (BA, SE, PE, CE, PB)
Mineração – Articulação Antinuclear/CEe Comissão Paroquial de Meio Ambiente de Caitité/BA

7.    Mulher – Violações e Conquistas
Experiências:
Monitoramento da Lei Maria da Penha – UFPI
Trafico de Mulheres/ Impactos da Copa – Força Feminina/BA

8.    Juventudes
Experiências:
Pastorais de Juventudes – Campanha Contra o Extermínio de Jovens

Levante Popular da Juventude – Manifestações sociais

Copa do Mundo institui o novo estado de guerra



Adital
O governo brasileiro pratica uma escalada de barbaridades para assegurar o lucro privado da FIFA e de seus patrocinadores. Advinha quem vai pagar a conta...
No futuro, quando uma Comissão da Verdade e da Justiça apurar todos os crimes praticados pelo governo brasileiro para impor ao país a realização da Copa do Mundo de Futebol de 2014, nos moldes exigidos pela FIFA, as autoridades atuais terão de explicar por que ordenaram o despejo de tantas famílias de suas casas, desviaram dinheiro público para evento privado, espezinharam o direito de livre manifestação e colocaram as Forças Armadas em funções policiais – para intimidar os moradores de bairros, comunidades e favelas do Rio de Janeiro e de outras cidades do Brasil.
Os presidentes da República, os ministros da Justiça, Defesa e de Esportes, entre outros, e os comandantes militares serão chamados a esclarecer por que feriram os artigos 142 e 144 da Constituição, que tratam, respectivamente, das atribuições das Forças Armadas e da Segurança Pública, sendo que aquelas "destinam-se à defesa da Pátria, à garantia dos poderes constitucionais e, por iniciativa de qualquer destes, da lei e da ordem”, enquanto que a segurança pública "é exercida para a preservação da ordem pública e incolumidade das pessoas e do patrimônio”, através da polícia federal, polícia rodoviária federal, polícia ferroviária federal, polícias civis e polícias militares e corpos de bombeiros militares.
Desde quando os moradores das comunidades cariocas ou de outras cidades representaram uma ameaça à Pátria, aos poderes constitucionais, à lei e à ordem? Desde quando esses cidadãos e cidadãs foram considerados subversivos ou outra categoria de inimigos internos para serem patrulhados diretamente pelas Forças Armadas? Desde quando governos constituídos sob a denominação do Estado Democrático de Direito se valem de medidas previstas na antiga Lei de Segurança Nacional aprovada pela Ditadura Militar originada no golpe de 1964?
Os dirigentes da República precisam justificar por que criaram no país um verdadeiro Estado de Guerra contra todos os tipos de manifestações democráticas e contra as populações dos bairros mais carentes e desprovidos de serviços públicos. Afinal, por que utilizaram o aparato policial e militar, das três forças – Exército, Marinha e Aeronáutica –, para, de um lado, intimidar o povo, e, de outro, assegurar que uma elite econômica e um contingente de turistas possam desfrutar do campeonato de futebol sem o menor vestígio das mazelas que atormentam cotidianamente a maioria da população?
Muito provavelmente eles serão inquiridos pela futura Comissão da Verdade e da Justiça a dizer se os protestos populares relativos à Copa do Mundo teriam acontecido se o megaevento do capital tivesse ficado restrito ao âmbito exclusivo da iniciativa privada, se não tivesse carreado recursos públicos escassos para atividades prioritárias do Estado, como saúde, educação, moradia, transportes etc.
Certamente precisarão expor, em detalhes, por que vislumbraram utilizar a Copa de 2014 como trunfo político com fins eleitorais, explorando o sentimento popular para fazer uma exaltação ufanista de um sistema econômico que causa a desigualdade e a exclusão. Tal procedimento não reproduz a mesma lógica do governo Médici em relação à Copa de 1970, quando se procurou fundir a euforia esportiva com o regime ditatorial? Isso já não foi amplamente condenado pelo povo brasileiro junto com outras barbaridades e violências praticadas pela Ditadura?
Vale lembrar que as esquerdas brasileiras sempre se posicionaram de longa data contra a utilização do futebol, assim como de qualquer outro esporte, como instrumento de manipulação das pessoas para fins mercantis, eleitorais ou simplesmente como forma de alienação política e da cidadania. As esquerdas brasileiras criticaram duramente a Ditadura Argentina, em 1978, quando os militares usaram a Copa do Mundo para encobrir o genocídio de milhares de militantes da oposição ao regime. Há inúmeros registros sobre isso nos jornais alternativos da época e na produção acadêmica das principais universidades do país.
As autoridades não poderão escapar da responsabilidade por tudo aquilo que estão causando à nação hoje em função de um espetáculo patrocinado pelo capital. Os danos são evidentes, não apenas aos mais pobres, que foram preteridos nos recursos públicos e tratados como classes perigosas. Não apenas aos perseguidos de sempre, os jovens, negros e moradores das periferias, que levam porradas de todos os lados e são vigiados de perto, inclusive nos mais inocentes rolezinhos.
Mas o estrago se dá também na incipiente democracia brasileira, nos passos dados no processo civilizatório, nas mais diferentes relações da sociedade. Ao trazer as Forças Armadas para o centro do palco, o governo reativou na direita saudosa a retomada da velha lengalenga de um governo dos militares com "ordem, progresso e muita segurança”. Espalharam a desavença e a discórdia aos quatro cantos, pelas iniquidades escancaradas por todos os lados, nos rombos orçamentários dos estádios, nas isenções especiais de impostos para empresas vinculadas ao megaevento – tudo isso resultando em inquéritos policiais, processos jurídicos, protestos públicos e todos os tipos de desagrados e reparações.
A Copa da FIFA vai acontecer, mas será para o país também a Copa da Cizânia, do acirramento de todas as diferenças, o campeonato mor da desagregação. Alguém, algum dia, vai ter que pagar por isso. Vai ter que se desculpar publicamente porque chamou as Forças Armadas para atuarem contra o povo. Esporte sim, viva o futebol! Fazer os brasileiros engolirem a Copa da FIFA de qualquer maneira, não! Autoritarismo nunca mais.

[Hamilton Octavio de Souza é jornalista e professor. Escreve no Correio da Cidadania]