Novembro Negro



Nos dias 24 e 25 de novembro no Força Feminina, aconteceu a reflexão acerca do Dia da Consciência Negra em que foi marcada por duas oficinas: Corpo e Turbantes.
A Oficina de Corpo contou com a participação da pedagoga Ivana Sena e da dançarina e coreógrafa Tatiana Campêlo que fazem parte da Rede de Mulheres Negras da Bahia. A primeira refletiu a importância do reconhecimento feminino na luta pela igualdade racial, além de abordar como os corpos das mulheres eram utilizados há séculos atrás e como são vistos e utilizados hoje. Refletiu sobre a autoafirmação e autoestima que todas as mulheres precisam construir diariamente para evidenciar o “poder” que trazemos em nós e com isso conseguir enfrentar muitas barreiras ainda existentes na sociedade. Ainda neste dia Tatiana Campêlo realizou uma aula de alongamento e dança afro com as mulheres.
 No segundo dia a assistente social Joice Cristina realizou a oficina de turbantes. Em sua fala destacou a importância da autoafirmação enquanto negra em uma sociedade racista.
A seguir, produziu os turbantes juntamente com as mulheres; era perceptível depois de colocarem os turbantes e maquilagem a satisfação e o “poder” em que elas se olhavam no espelho. 











 

 

15 ANOS: PROJETO FORÇA FEMININA



O Projeto Força Feminina iniciou em 1998 pelo Instituto das Irmãs Oblatas do Santíssimo Redentor e voluntárias que começaram a desenvolver atividades artesanais e sócio educativas nos espaços concedidos pelas Igrejas São Francisco e Conceição da Praia. A partir das observações aos locais de prostituição foi possível realizar a sondagem, com o intuito de conhecer a realidade das mulheres no Centro Histórico, bem como, suas aspirações e perspectivas. Por meio destes contatos construiu-se uma relação amistosa de algumas mulheres, realizamos um levantamento de suas demandas, sendo uma delas a abertura de um espaço para acolhida destas mulheres. No ano de 2000 foi inaugurada oficialmente a sede do Projeto Força Feminina que desde então busca melhorar sua atuação e intervenção junto ao público alvo. O Projeto Força Feminina desenvolve seu trabalho baseado em uma proposta pedagógica organizada e planejada em processo, desde a perspectiva da educação popular, sendo concebida em momentos específicos: Aproximação da realidade, Protagonismo, Organização e Seguimento que ocorrem de maneira gradual e articulada.

Através das visitas aos locais de prostituição (ruas, bares, praças e boates), da acolhida e escuta empática, dos serviços oferecidos – como oficinas, cursos profissionalizantes, suporte terapêutico, encaminhamentos sociais e encontros formativos -, o Projeto Força Feminina se aproxima da realidade das mulheres, construindo assim laços de confiança e respeito. Diversas estratégias são utilizadas a fim de que estas mulheres se apropriem de suas vidas, conheçam os recursos da comunidade, tornem-se cidadãs, cresçam em socialização e consciência critica e construam-se enquanto sujeito social e político.

E neste ano o Projeto Força Feminina completa 15 anos de atuação junto às mulheres em situação de prostituição. Venha celebrar conosco:
13 de novembro de 2015, a partir das 14 horas!

VI ATO PELO FIM DA VIOLÊNCIA CONTRA AS MULHERES