Mortes de mulheres negras aumentam 54% em dez anos 


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Força Feminina em ação - Prevenção ao Câncer de Mama



 O mês de outubro é mundialmente conhecido pela conscientização sobre a prevenção do câncer de mama. Inclusive é chamado carinhosamente de Outubro Rosa. Nós, do Projeto Força Feminina não podíamos fazer diferente. Em referência a essa ação juntamente com os parceiros da rede nos encontramos no Terreiro de Jesus localizado no bairro do Pelourinho para fazer um grande laço rosa e sensibilizar as pessoas da importância da prevenção ao câncer de mama, através das distribuições de flores, laço de fita rosa e origamis com mensagens de apoio a prevenção.   


Os informativos entregues levavam algumas dicas de como prevenir o câncer de mama buscando fortalecer a mensagem de que o câncer de mama pode ser facilmente identificado e evitado.






Força Feminina realiza 1º Seminário das Cirandas Parceiras
A Importância da Rede de Articulação Socioassistencial para o enfrentamento à Violação dos direitos das Mulheres.


Visando a ampliação e sensibilização do conhecimento público acerca da realidade da mulher em situação de prostituição e a incorporação dos temas relativos a defesa e garantia dos direitos das mulheres, o Projeto Força Feminina promoveu o 1º Seminário de Cirandas Parceiras. Com o tema: “A Importância da Rede de Articulação Socioassistencial para o enfrentamento à Violação dos direitos das Mulheres”. Ocorreu no dia 21 de outubro de 2016 no Centro Cultural da Câmara Municipal de Salvador das 08 as 17 com a participação de parceiros da rede de articulação, estudantes de universidades e faculdades públicas e privadas de Salvador e mulheres atendidas pelo projeto.
A abertura do seminário contou com a participação da secretária da SPM – Olívia Santana que externou a importância do trabalho em rede e as ações desenvolvidas pela secretária para o enfretamento a violação de direitos as mulheres em situação de vulnerabilidade.


Foram apresentados três painéis:
Pela manhã o 1º Painel com o tema: “Articulações socioassistenciais nas unidades de representação das mulheres em situação de prostituição”. Com a participação de representantes das unidades do Instituto Oblata: Railane Delmondes – Juazeiro, Lucinete dos Santos – BH e Alessandra Gomes – Salvador. Essas refletiram sobre as demandas socioassistenciais (jurídico, social, saúde) que são apresentadas diariamente nos projeto, além de explanarem os trabalhos que são realizados para o enfretamento à violação de direitos das mulheres e o enfretamento a violência contra a mulher.
Para finalizar esse painel convidamos a Defensora Roberta Chaves Braga - titular da 1ª vara de violência doméstica (NUDEM - Núcleo Especial de Defesa dos Direitos da Mulher). Ela trouxe informações acerca das ações desenvolvidas e a importância da articulação com outros espaços públicos e sociais para concretização deste trabalho.


No turno da tarde foram explanados 02 painéis, são:
2º Painel – Justiça e Gênero com a participação da Dr. Márcia Tavares que refletiu acerca dos trabalhos que desenvolve como pesquisadora que são estudos voltados para as relações de gênero, práticas e representações sociais, família; gestão, monitoramento e avaliação de políticas públicas, mais especificamente, a política de gênero, de enfrentamento à violência contra a mulher e de assistência social.




Nesse mesmo painel a Subcomandante Ana Paula Costa da Ronda Maria da Penha relatou o trabalho que é desenvolvido por esse equipamento “prevê cooperação mútua entre os órgãos envolvidos para promover: a capacitação de policiais militares que executarão a ronda, além da qualificação dos serviços de atendimento, apoio e orientação nas ocorrências policiais envolvendo mulheres vítimas de violência doméstica, para prevenir e reprimir atos de violações de dignidade do gênero feminino no enfrentamento à violência doméstica e familiar; garantir o cumprimento das Medidas Protetivas de Urgência; a dissuasão e repressão ao descumprimento de ordem judicial; e o encaminhamento das vítimas à Rede de Atendimento à Mulher vítima de violência doméstica no âmbito municipal ou estadual.

O 3º Painel – Políticas Públicas para as mulheres Márcia Alice Bittencourt coordenadora de enfretamento à violência contra mulher da SPM, explanou o trabalho que é desenvolvido pela secretária e as redes de parceiros que trabalha em prol do desenvolvimento de ações voltadas para o público com qualidade.


Um show repleto de relíquias e emoção. Uma sonoridade tranquila, foi assim que encerrou o seminário. Com as meninas do “Samba das águas” que leva esse nome pela filiação com as águas e o gosto em cantar sambas de melodias marcante, além de uma homenagem as origens históricas da música brasileira através dos seus ancestrais. 


Fazendo alusão ao Outubro Rosa foram distribuídos laços – cor de rosa e informativos, esses referenciando a luta e prevenção ao Câncer de Mama.

Acreditamos que um evento como esse sintetiza todo o esforço de profissionais que fazem diariamente do seu trabalho uma missão. Que se dispõe à colaborar com a melhoria do outro e que entendem que sozinhos não conseguimos dar passos.

Parceiros estiveram presentes durante o ano para colaborar com as ações do PFF nesta luta que é complexa, mas gratificante, pois conseguimos perceber pequenas mudanças no nosso público atendido, mas acima de tudo em cada profissional que escolhe a área do social. Isso é necessário para o crescimento do outro, mas acima de tudo para o nosso crescimento pessoal.

Dizia Fernando Pessoa: “Ser feliz é reconhecer que vale a pena viver. Apesar de todos os desafios, incompreensões e períodos de crise. Ser feliz é deixar de ser vítima dos problemas e se tornar autor da sua própria história”. 







Mulheres, corpo e insurreição

Ao relacionar violência sexual e direitos reprodutivos com greve do trabalho, argentinas e polonesas atingiram muito mais do que parece

"Se a minha vida não vale, que produzam sem mim."

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País levará 100 anos para igualar salários dos dois sexos


A diferença salarial entre mulheres e homens no Brasil é uma das maiores do mundo e equiparar a condição dos dois sexos no País levará um século. Essas são algumas das conclusões do Relatório de Desigualdade Global de Gênero 2016 do Fórum Econômico Mundial, publicado hoje em Genebra.
De acordo com o levantamento, as sociedades mais igualitárias são as escandinavas. O primeiro lugar é da Islândia, seguida por Finlândia, Noruega e Suécia, ao se considerar todos os aspectos econômicos, políticos, de saúde e de educação.
Entre 144 países avaliados, o Brasil ocupa apenas a 129.ª posição no que se refere especificamente à igualdade de salários entre gêneros. Países criticados por violações aos direitos das mulheres, como Irã, Iêmen e Arábia Saudita estão em melhor posição que o Brasil.
Para equiparar as condições econômicas de homens e mulheres, serão necessários 95 anos se o atual ritmo de progresso for mantido. Em termos gerais, incluindo política, educação e outros aspectos sociais, equiparar as condições entre gêneros no País levará 104 anos.
Segundo o Fórum Econômico Mundial, a taxa brasileira é melhor que a média mundial, de cerca de 170 anos. Mas, ainda assim, o ritmo de avanço é considerado como "lento demais".
Dilma Rousseff
O estudo aponta que a presença de Dilma Rousseff no cargo de presidente nos últimos anos fez o Brasil subir no ranking geral da entidade, passando da 85.ª posição para a 79.ª entre 2014 e 2015. Mas a classificação ainda é pior do que dez anos atrás, quando o Brasil ocupava a 67.ª posição. Hoje, o País fica atrás dos 17 outros países latino-americanos.
O desempenho do Brasil pode cair nas próximas edições do ranking, após o afastamento de Dilma e a posse de um governo com um número reduzido de mulheres em cargos de confiança ou ministeriais.
A disparidade econômica entre homens e mulheres no Brasil é um dos fatores que mais impedem o avanço no ranking. Nesse quesito, o País ocupa a modesta 91.ª posição entre 144 países e é superado por Paraguai, China, Camboja e Chade.
O Brasil é ainda um dos seis países do mundo onde a diferença salarial entre homens e mulheres em cargos executivos é de mais de 50%. Além disso, a presença de brasileiras no mercado de trabalho também é menor: 62% ante 83% de homens. Isso coloca o Brasil na 87.ª posição por esse critério. No que se refere à renda média, a brasileira ganha por ano US$ 11,6 mil. Já a renda média dos homens brasileiros é de US$ 20 mil.
Na América Latina, os especialistas indicam que, se o ritmo for mantido, a "lacuna econômica de desigualdade de gênero" será fechada em apenas seis décadas.
Cargos
Na política, a presença feminina também é pequena, mesmo que em 2015 a Presidência fosse ocupada por uma mulher. O Congresso ocupa o 120.º lugar entre os países com melhor representação feminina. Antes mesmo de Michel Temer assumir o governo, o Brasil era apenas o 83.º quando o assunto era ministérios ocupados por mulheres.
Na educação, a diferença entre homens e mulheres voltou a crescer pela primeira vez em cinco anos. O ponto positivo ficou no acesso à saúde, em que o País aparece em 1º lugar. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Avaliação 2016


Nos dias 10 e 11 de outubro a equipe do Projeto Força Feminina – Unidade Oblata em Salvador – esteve reunida para um momento de reflexão e análise das ações desenvolvidas durante o ano de 2016 avaliando os impactos que, elas, tiveram na vida das mulheres. Além de projetar para o ano de 2017 novas formas de atuar no universo das mulheres em situação de prostituição, com ações que favoreçam o desempenho e o crescimento delas. 
Foram dias de enriquecimento ao avaliarmos nossas atitudes diante dos entreves com o trabalho e com as mulheres, mas acima de tudo de refletir de como a missão que nos é imposta nos qualifica ainda mais como profissional e como pessoa.

A avaliação só faz sentido se tivemos o intuito de buscar caminhos para que nossa ação se torne eficaz na vida de cada mulher que atendemos. Isso é o que buscamos sempre!

Lei mira pais que se recusam a assumir filhos legalmente


Em 2011, quando a estudante Milene Reis, 22, engravidou do pequeno Enzo, hoje com 5 anos, o pai do garoto se recusou a registrá-lo sem que um exame de DNA fosse feito antes. Ofendida com a exigência feita pelo ex-companheiro, a jovem preferiu "assumir sozinha a criação" do menino.
A mesma situação, conta ela,  repetiu-se dois anos depois, quando deu à luz Luidhi, atualmente com 3 anos, fruto do mesmo relacionamento. "Eu não busquei nenhum órgão nem exigi que ele assumisse na Justiça porque não quero nenhum vínculo com ele", afirma a estudante.
Casos como o de Milene - nos quais homens se recusam a assumir legalmente a paternidade dos filhos - são justamente o alvo de uma nova determinação imposta pela Lei estadual 13.577/16.
Elaborada pela deputada estadual Luiza Maia e em vigor desde o último dia 14, após ser promulgada pelo presidente da Assembleia Legislativa da Bahia (AL-BA), Marcelo Nilo, a legislação obriga os cartórios de registro civil públicos e privados a enviarem mensalmente à Defensoria Pública do Estado (DPE-BA) a lista das crianças registradas sem o nome do pai naquele período.
A regra também impõe que os dados da mãe e do suposto pai, indicado no ato do registro, devem acompanhar a relação. A ideia, conta Luiza Maia, é dar aos defensores públicos a responsabilidade de, a partir dessas informações, trabalhar para que a paternidade dessas crianças seja reconhecida.
"Isso é muito importante para as mães. Os homens precisam assumir sua responsabilidade. Então, se há uma lei que facilita a atuação da Defensoria Pública, que não recebia isso antes, o direito das mulheres será melhor preservado", defende a parlamentar.
Funcionamento
Para que a lei realmente funcione, um núcleo especial será criado na Defensoria Pública da Bahia para receber esses dados. A instância será responsável por convocar esses pais para mediações, a fim de resolver o imbróglio, explica a defensora pública Gisele Aguiar, titular da Defensoria Especializada no Direito da Criança e do Adolescente.
Nesses encontros, ela detalha, os pais terão a opção de fazer gratuitamente o exame de DNA ou, se preferirem, assumir por vontade própria a paternidade do suposto filho.
Após o reconhecimento do parentesco,  acordos de pensão alimentícia, guarda compartilhada ou regulamentação de visitas   também serão fechados  entre as partes, explica a defensora  Gisele Aguiar.

"Esses são direitos decorrentes do reconhecimento de paternidade", afirma ela. "Ter o nome do pai e o convívio com o genitor é um direito da criança, não da mulher, e a mãe não pode abrir mão disso por opção própria", argumenta a defensora.
Gisele  explica, entretanto, que o perfil do público já atendido pela Defensoria Pública é, predominantemente, de mulheres que, por não ter conhecimento sobre esses direitos, preferem "criar sozinhas" os filhos, como no caso da estudante Milene Reis.
Impactos
A DPE-BA estima que, nos últimos três anos, 13 mil crianças tiveram a paternidade reconhecida a partir da atuação do órgão no projeto Pai Responsável.
A nova lei, acredita a defensora pública Gisele Aguiar, ajudará a diminuir o número de processos que são judicializados por causa da recusa de reconhecimento de paternidade. "É uma ação preventiva, porque atualmente é a mãe que procura a Defensoria Pública, em um processo de demanda aleatória",  explica.
A equipe de reportagem de TARDE solicitou ao Tribunal de Justiça da Bahia (TJ-BA) dados de processos de reconhecimento de paternidade que estão em tramitação no sistema judiciário do estado, mas esta demanda não foi atendida  até o fechamento desta edição.
Sobre a nova regra, a Corregedoria do TJ-BA, instância que administra os cartórios de registro, informou que irá enviar um aviso aos oficiais de registro para o cumprimento da lei.
O Colégio Notarial da Bahia, entidade que representa os cartórios privatizados no estado, também informou, por meio de comunicado, que vai seguir a determinação da nova lei estadual, "embora a competência para legislar sobre a atividade notarial e registral seja da União, como determina a Constituição Federal".

Brasil é o pior país para meninas na América do Sul, mostra estudo

A lista observa dados de casamento infantil, gravidez na adolescência, mortalidade materna, conclusão da escola secundária e representação das mulheres no Parlamento

O Brasil é o pior país da América do Sul para meninas quando se fala em nível de oportunidades, conforme mostrou o segundo relatório da série “Every Last Girl”, da ONG Save the Children, divulgado nesta terça-feira, 11. No ranking de 144 países, o Brasil ocupa a 102ª posição, sendo o último sul-americano. Em primeiro lugar está a Suécia.
A lista observa dados de casamento infantil, gravidez na adolescência, mortalidade materna, conclusão da escola secundária e representação das mulheres no Parlamento. Ao falar do Brasil, que recebe destaque no documento, o relatório aponta para o fato de o País ser ter renda média superior e mesmo assim estar só um pouco acima do Haiti, o qual o documento chama de “frágil e com baixa renda”, que ocupa a 105ª posição.
No Brasil e em diversos outros países - em especial os que estão no topo do ranking - o maior problema é representação parlamentar das mulheres. O Brasil é citado em outro momento no relatório, ao falar que o país e a República Dominicana tem alto índice de gravidez na adolescência e casamento infantil. Este último é um dos três pontos principais que a ONG aborda no relatório, juntamente com pouco acesso a serviços de boa qualidade, incluindo educação e saúde, e a falta de voz das meninas nas esferas públicas e privadas.
O documento mostra ainda alguns dados alarmantes, como o fato de que 700 milhões de mulheres ao redor do mundo se casam antes dos 18 anos, sendo que uma em cada três se casa antes dos 15. Além disso, 2,6 bilhões de meninas vivem em países onde o estupro cometido por maridos não é explicitamente criminalizado. Sobre mortalidade materna, é a segunda maior causa de morte de adolescentes de idade entre 15 e 19, atrás apenas do suicídio. 
CONFIRA A PROGRAMAÇÃO


MANHÃ

08:30hs: Credenciamento
09:30hs: Apresentação artística 
09:40hs: Solenidade de abertura
09:45hs: Vídeo institucional
10:00hs: Histórico da Rede Oblata

1º Painel – Articulações socioassistenciais nas unidades de representação das mulheres em situação de prostituição

10:10hs: Representantes da Rede Oblata - Salvador (Projeto Força Feminina) 
                                                                        Belo Horizonte (Diálogos pela Liberdade)
                                                                       Juazeiro (Pastoral da Mulher)
11:00hs: Fala das mulheres atendidas no projeto 
11:20hs: Fala de algum parceiro 
12:00hs: Encerramento do primeiro período


12:30hs: Almoço


TARDE

13:30hs: Apresentação artística – Poesia - Sarau da Onça
14:00hs: Reabertura


2º Painel – Justiça e Gênero
14:10hs: Expositora – Márcia Tavares - NEIM/UFBA / Ronda Maria da Penha


3º Painel – Politicas Públicas para as mulheres
15:10hs: Expositora -  Olívia Santana - Secretária de Políticas Públicas do Estado da Bahia


16: 00hs: Plenária

16:30hs: Finalização das atividades: Apresentação cultural e Coffe Break




Clitóris 3D ensina anatomia em escolas e desmistifica prazer feminino


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O Projeto Força Feminina apoia essa causa!
O PFF CELEBRA A VIDA DAS MULHERES

Festejando o colorido das flores, o Projeto Força Feminina, Unidade Oblata em Salvador, comemorou o aniversário das mulheres atendidas com toque de flores. Este momento é significativo na vida dessas mulheres, pois por muitas vezes não tiveram oportunidade de festejar mais “uma primavera”, além de ser uma chance de agradecer a Deus pelo dom da vida. Essas ocasiões sempre são voltadas à meditação e à valorização do outro em nossas vidas.

Pensando no brotar das flores a reflexão foi em torno do processo de colheita.  “O que plantamos, colhemos!”, então o que queremos plantar? As mulheres expressam palavras que reflete aquilo que lhes faltam diante da realidade em que vivem: amor, paz, amizade, união, respeito, vida.