terça-feira, 14 de novembro de 2017

Dossiê - Violência contra as mulheres


ACESSE E SAIBA MAIS: http://www.agenciapatriciagalvao.org.br/dossie/violencias/violencia-e-racismo/

Aniversário do Projeto Força Feminina

"Se lembrar de celebrar muito mais..."
O Teatro Mágico
Juntamente com a comunidade da Paróquia São Pedro na Piedade o Projeto Força Feminina celebrou com as mulheres o 17º aniversário com uma linda celebração em ação de graça, presidida por Padre Gabriel. 

Um momento como esse é importante para percebermos a trajetória do projeto em prol do enfrentamento a violação de direitos das mulheres mais vulneráveis, além de compreender que a espiritualidade perpassa por todas as ações desenvolvidas e é a mola propulsora ao desenvolvimento de um trabalho de excelência.Agradecemos imensamente a toda comunidade de São Pedro que durante anos contribui significativamente ao projeto. Aos nossos parceiros da rede de enfrentamento que torna nosso trabalho, nossa ação e nosso dia-a-dia ainda mais completo e eficiente.A equipe que faz do trabalho um missão de vida reconhecendo nas ações diárias a plenitude do amor de Cristo com a intercessão de Maria e dos nossos fundadores Padre Serra e Madre Antônia.As irmãs Oblatas que fazem da Missão  um exemplo de vida.AS MULHERES QUE SÃO O MOTIVO PELO QUAL MAIS UMA VEZ COMEMORAMOS. Elas sim fazem toda diferença e nos renova a cada dia, pois estamos em aprendizado contante.
Parabéns ao Força Feminina!


"O crime que a gente combate é eminentemente cultural"



O Espelho vai se abrindo, grande, colorido, sob o olhar atento da major Denice Santiago do Rosário, 46. “Cuidado aí para não sujar!”, diz, antes de inclinar a cabeça e sussurrar: “Menina, a impressão disso foi R$ 700! Paguei do meu bolso”. O Espelho é o jogo que Denice criou para que mulheres pensem sobre as violências cotidianas que sofrem. Já tinha versões menores do tabuleiro, mas quis fazer um gigante para que as participantes se tornassem o próprio peão. Em 2015, a major idealizou e passou a coordenar a Ronda Maria da Penha, que atende mulheres vítimas de violência doméstica em Salvador e outras seis cidades do estado. Sabe que o crime que combate é “eminentemente cultural” e por isso cuida para que as ações de enfrentamento – impedindo que os agressores se aproximem das vítimas  – sejam tão urgentes quanto as preventivas. Há muita conversa na ronda, entre mulheres, especialmente, mas também entre homens. Em maio, a iniciativa ganhou o selo de práticas inovadoras do Fórum Brasileiro de Segurança Pública, e em outubro Denice foi uma das vencedoras do Prêmio Claudia, na categoria políticas públicas. Gracejando, ela diz que os reconhecimentos a deixaram “insuportabilíssima”. Psicóloga e bacharel em segurança pública, Denice fez parte da primeira turma de mulheres da PM baiana, em  1990. Na corporação, criou o Centro Maria Felipa, para atender as colegas de farda, e acabou de idealizar um novo núcleo, o AMO Direitos Humanos, ainda sem data de implantação, para monitorar práticas de discriminação racial na polícia, esse tema nada polêmico que esmiuçou durante o mestrado na Ufba. 

sexta-feira, 10 de novembro de 2017

I N F O R M E

Por motivo institucionais da PM/BA, a Major Denice Santiago (Ronda Maria da Penha), não participará do evento - Seminário Violência contra Mulher que ocorrerá no dia 29 de novembro de 2017 no Centro Cultural da Câmara - Salvador BA. 

Agradecemos pela parceria neste ano e que em 2018 venham outras oportunidades para compartilhar conhecimento em nossos encontros das Cirandas Parceiras.

Avaliação Institucional 2017

“Ainda que todas as portas se fechem, eu abrirei uma.” 
Padre Serra

As apresentações dos projetos desenvolvidos neste ano a fim de avaliar e a programação das ações do Planejamento 2018 ocorreram no PFF com a participação do consultor Daniel Rech e a Irmã Provincial Lúcia Alves 


















A espiritualidade perpassou toda a atividade e os presentes foram convidados a resumir em uma palavra o sentimento proporcionado pelos projetos desenvolvidos na unidade a fim de com essas palavras reforçar o compromisso e a força das ações do PFF. As ações realizadas nos Projetos este ano foram apresentadas, destacando os avanços, as dificuldades e as superações vivenciadas.

















Os pontos que requereram mais atenção na avaliação foram enfatizados e a equipe se organizou em pequenos grupos para programar mudanças para o Planejamento de 2018 a fim de tornar as mulheres mais autônomas e protagonistas de sua própria história através da formação política e da construção de cidadania.























São momentos como esses, de aprendizado e reflexão conjunta que fortalecem e unem a equipe com o propósito de dar o melhor atendimento àquelas que muitas vezes só encontram essas portas abertas.






Ainda dá tempo de realizar sua inscrição!


Espiritualidade Equipe


"Nosso cotidiano tem sentido? É possível revivificar o cotidiano? 
Permanece algum fogo sob as cinzas do cotidiano? Há lugar para o risco, para a ousadia?
No interior do Brasil, onde o fogão a lenha é ainda comum, as pessoas têm o hábito de enterrar, à noite, as brasas entre as cinzas, e assim manter vivo o fogo até à manhã seguinte.
Em lugar de limpar completamente o fogão, conservam-se as brasas incandescentes debaixo de camadas de cinza para poder acender o fogo rapidamente no dia seguinte.
A preocupação principal é, pois, não deixar que o fogo do dia anterior se apague completamente ao final da jornada. Pelo contrário, as brasas escondidas debaixo da cinza durante a longa e escura noite ficam bem protegidas para que o fogo possa voltar de novo à vida com as primeiras luzes da manhã.
O velho fogo não morre, mas conserva o seu calor, a fim de estar preparado para acender o novo fogo."
Padre Onofre - SIES



Em um local bastante aprazível a equipe do Projeto Força Feminina passou o dia na Espiritualidade facilitado pelo Padre Onofre Araújo no espaço do SIES - Serviço Inaciano de Espiritualidade.



A reflexão do dia foi sobre a Resiliência e a importância de manter acesa a nossa chama interior, além de pensar sobre o sentido da vida. Através de vídeos, de textos e partilhas em conjunto o dia transcorreu em reflexões, leituras, meditação... Esse momento permitiu o encontro consigo e em conseqüência, o encontro com o Divino que habita em nós.


“Muitas vezes é justamente uma situação exterior extremamente difícil que dá à pessoa a oportunidade de crescer interiormente para além de si mesma.” Victor Frank


quarta-feira, 8 de novembro de 2017

Estrangeira no próprio país

A cada olhar atravessado na rua, a cada vigilância atenta de um segurança em uma loja, assim me sinto no Brasil

Por  Djamila Ribeiro, da Carta Capital


Estive em Oslo, entre 7 e 14 de outubro, a convite da embaixada norueguesa no Brasil. Participei de uma série de encontros com representantes do governo, sindicato de jornalistas, movimentos sociais, institutos de pesquisa. Foi uma experiência incrível de troca e aprendizado.
Um dos meus compromissos era ministrar duas palestras, uma na Universidade de Oslo e outra na Embaixada do Brasil, na mesma cidade. Nesta última, várias brasileiras que moram na capital norueguesa estiveram presentes. Ao fim do seminário, uma delas fez uma pergunta que me levou a refletir bastante.

Ela contou ser filha da mistura entre negro e branco, mas que, por ter a pele clara, era considerada branca no Brasil. Por conta disso, nunca refletia sobre o racismo. Ao morar na Noruega, percebeu que não era branca. Os habitantes do país não a viam como, e se confundiam em acertar sua origem. Na Europa, percebeu que era vista como o “outro”, aquela que não é branca e é estrangeira.
A partir desse choque de realidade, ela passou a questionar seu papel. Ao sentir na pele ser olhada como alguém que não se encaixa, percebeu a necessidade de se posicionar, e me perguntou: “Só fui perceber isso na vida adulta, mas, quando volto para o Brasil, sou bem tratada e com respeito, deixo de ser estrangeira ou estranha. Você, como mulher negra, sabe bem o que é sofrer com essa dupla violência, inclusive em seu próprio país. Como é para você ser estrangeira em seu próprio país?”
Demorei um tempo para processar a densidade daquela pergunta. É exatamente esse o sentimento que me acomete. É duro, inclusive, ter de admitir que na maioria das vezes sou mais bem tratada fora do que no próprio Brasil.

Grada Kilomba, em seu livro Plantation Memories: Episodes of everyday racism, afirma que a mulher negra é o “outro do outro”, por ser essa dupla antítese de branquitude e masculinidade. Quem não é pensada a partir de si mesma, mas por meio do olhar masculino e branco.
A cada seguida de segurança na loja, olhar de estranhamento quando estou em lugares que julgam não ser para mim, a cada “você deveria ser passista e não estudar filosofia”, a cada reportagem mostrando os números absurdos de assassinatos de jovens negros, de mulheres negras assassinadas, sei bem o que essa moça quis dizer.

Quando ligo a tevê e vejo pouquíssimos negros, penso viver na Escandinávia. Ser negra brasileira é sentir-se estrangeira no próprio país.
Patricia Hill Collins, intelectual estadunidense, afirma que o local em que as mulheres negras ocupam dentro do movimento feminista é o de “forasteira de dentro”. Por estar e ao mesmo tempo não estar, entende esse lugar como um espaço de fronteira ocupado por grupos com poder desigual, pois, ao mesmo tempo que essas mulheres estão dentro de algumas instituições, não são tratadas como iguais.
Collins aponta, porém, a necessidade de se tirar proveito desse lugar. O fato de sermos estrangeiras nos possibilita também estar num espaço de fronteira, num “não lugar” que pode ser doloroso, e é, mas também um lugar de potência.

Reconfigurar o mundo por meio de outros olhares pode ser uma perspectiva potente desse lugar, pois tem o poder de gerar algum pertencimento que não seja o de pertencer a uma sociedade doente e desigual.

Fonte: Geledés

Encontro de Reflexão e Lazer

Um momento de troca de experiências, cumplicidade, encontro com o "EU" que passa despercebido na correria do dia-a-dia, esse foi O Encontro de Reflexão e Lazer desenvolvido pelo Projeto Força Feminina com as mulheres atendidas. 




O dia ocorreu no Parque da Cidade no Itaigara conduzido pelas profissionais do CIEG - Centro Interdisciplinar de Estudos Grupais - Jane Carvalho e Angelica Souto que desenvolveram técnicas vivenciais de Grupos Operativos baseado na teoria da Psicologia Social criada por Dr. Enrique Pichon - Rivière, como: contribuir para a adaptação ativa do Ser Humano no meio social, promovendo a saúde psicossocial através do trabalho de grupo.


As mulheres se sentiram contempladas pelo momento preenchido por, alongamento, respiração, dança, música e trabalhos em equipe. Foi uma manhã especial!

Ao termino realizamos a culminância do encontro com um almoço coletivo.