sexta-feira, 16 de fevereiro de 2018

“Carnaval Social 2018: Nenhum Direito a Menos!!!”



Com muita união e força, participação de instituições parceiras, dos seus usuários e da população de Salvador, foi que o Bloco dos Invisíveis passou na tarde de quarta-feira, último dia 07, no Circuito Batatinha.


Além da alegria contagiante de todos os presentes, o Carnaval Social levou para as ruas o lema “Nenhum Direito a Menos”, com o objetivo de chamar atenção para os direitos que são com frequência negligenciados nos órgãos e serviços públicos a toda população e que piora ainda mais quando se trata de pessoas menos favorecidas e mais vulneráveis da sociedade. Refletir essas violências é crucial e necessário, ressaltar que não há mais espaço para um mundo com tanta desigualdade é necessário sempre, e torna-se urgente nos momentos de festa, nos quais cabe tudo para quem tem mais e nada para os que financeiramente podem menos.


“Carnaval Social: Nenhum Direito a Menos” teve concentração na Praça Municipal, com oficinas de turbante, grafite e maquiagem, através do apoio do Casarão da Diversidade, da SJDHDS. O cortejo com os Blocos do Corra pro Abraço, dos Invisíveis e o Pipoca da Prevenção, do GAPA - Grupo de Apoio à Prevenção à Aids da Bahia, saiu pelas ruas do Pelourinho seguindo pelo Terreiro de Jesus em direção ao Largo Quincas Berro D'Água, onde houve a integração das instituições participantes.




Além de ser uma manifestação cultural, o Carnaval Social também é um espaço de formação e informação, em que cada instituição participante traz temas pertinentes ao público sobre: cuidado com a saúde, prevenção de ISTs (Infecções Sexualmente Transmissíveis), redução de danos físicos e sociais, luta contra a violência de gênero, enfrentamento ao tráfico de pessoas, atenção e proteção a população em situação de rua, enfrentamento ao racismo e fortalecimento da rede de atenção composta pelos serviços de promoção de direitos envolvidos, das áreas de saúde, assistência, justiça, educação e etc. 



O Projeto Força Feminina agradece com carinho a parceria das instituições que abrilhantaram o Carnaval Social e lembra sempre que Juntos Somos Mais!!!

Projeto Força Feminina, Centro de Convivência Irmã Dulce, Programa Corra pro Abraço/SJDHDS, Casarão da Diversidade/SJDHDS, CRAS Barroquinha, Plan International, Defensoria Pública do Estado da Bahia, Cedeca - Centro de Defesa da Criança e do Adolescente, Aprosba - Associação das Profissionais do Sexo da Bahia, Semps - Secretaria de Promoção Social de Combate à Pobreza de Salvador, Posto de Saúde da Família - Terreiro de Jesus, ABADFAL - Associação Baiana de Pessoas com Doença Falciforme, Projeto Axé, COMVIDA - Comunidade Cidadania e Vida, Movimento Nacional de População de Rua e Posto, GAPA - Grupo de Apoio à Prevenção à Aids da Bahia. O evento é apoiado pelo Centro de Culturas Populares e Identitárias – CCPI, da Secretaria de Cultura do Governo do Estado da Bahia.

terça-feira, 6 de fevereiro de 2018

Divulgação do Carnaval Social no programa “Entre Amigos” da rádio Excelsior



O Projeto Força Feminina participou na tarde da última segunda-feira, 05 de fevereiro, do programa “Entre Amigos” da rádio Excelsior apresentado por Ivanildo Fontes.

O bate-papo teve a proposta de divulgar a 7ª edição do Carnaval Social, além de dialogar sobre a missão das Irmãs Oblatas e as ações realizadas no PFF.

O Carnaval Social nasce em 2012 com o objetivo de dar visibilidade aos assistidos das redes socioassistenciais do entorno do Centro Histórico. Este ano será a 7ª edição e acontecerá nesta quarta-feira, dia 07 de fevereiro com saída às 14hs da Praça Municipal até a Praça Quincas Berro D’água, terá a participação de instituições parceiras e seus assistidos e suas assistidas.

O Projeto Força Feminina agradece a parceria de sempre da Rádio Excelsior em nos apoiar nas divulgações dos eventos produzido por nós.



Força Feminina no Seminário da Campanha da Fraternidade 2018




O Seminário da Campanha da Fraternidade 2018 trouxe o tema “Fraternidade e Superação da Violência” para que possamos refletir acerca dos diversos tipos de violências existentes na nossa sociedade.

Com a apresentação do Padre José Carlos, coordenador das pastorais sociais, o Seminário intercalou momentos de contexto da realidade (VER), com momentos de reflexão à luz do evangelho (JULGAR) e à tarde foi realizado o momento de propor soluções para a superação da violência através de oficinas (AGIR), seguindo a metodologia da Igreja Católica.

As oficinas foram: Intolerância religiosa, Exploração Sexual e Tráfico Humano, Violência contra a mulher: feminicídio, Homofobia, Ineficiência do aparato judicial (falta de acesso a justiça), Violência contra pessoas com deficiência, Violência contra o idoso, Violência contra crianças e adolescentes, Violência e juventudes, Violência no trânsito, Violência policial, Violência contra a população de rua e Violência no ambiente prisional. Os relatores das oficinas apresentaram a síntese das discussões realizadas.




O Padre José Carlos foi enfático ao solicitar que cada um dos presentes levasse para suas comunidades as reflexões realizadas no Seminário de modo que uma ação tão enriquecedora como esta não se restrinja apenas ao dia do evento.



O Projeto Força Feminina esteve presente neste dia tão importante na atualidade e pode aprender mais sobre mudanças e transformação social no intuito de construirmos uma sociedade cada vez mais inclusiva e pacífica para todxs!

É amanhã...


“Carnaval Social: Nenhum Direito a Menos” terá concentração às 14h, na Praça Municipal, com oficinas de turbante, grafite e maquiagem, através do apoio do Casarão da Diversidade, da SJDHDS. O cortejo com os Blocos do Corra pro Abraço, dos Invisíveis e o Pipoca da Prevenção, do GAPA - Grupo de Apoio à Prevenção à Aids da Bahia, sairá pelas ruas do Pelourinho às 15h, seguindo pelo Terreiro de Jesus em direção ao Largo Quincas Berro D'Água, onde haverá a partir das 17h shows e apresentações de grupos culturais de música, dança e teatro, tanto dos assistidos dos serviços da rede envolvida, quanto de artistas convidados, a exemplo, Nadjane Souza, ex-vocalista do Olodum, que vai animar o público com a banda do Projeto Axé.  



Além de ser uma manifestação cultural, o Carnaval Social também é um espaço de formação e informação, em que cada instituição participante traz temas pertinentes ao público sobre: cuidado com a saúde, prevenção de ISTs (Infecções Sexualmente Transmissíveis), redução de danos físicos e sociais, luta contra a violência de gênero, enfrentamento ao tráfico de pessoas, atenção e proteção a população em situação de rua, enfrentamento ao racismo e fortalecimento da rede de atenção composta pelos serviços de promoção de direitos envolvidos, das áreas de saúde, assistência, justiça, educação e etc. Serão distribuídos informativos, preservativos e água.

Compõem a rede realizadora do Carnaval Social 2018: Projeto Força Feminina, Centro de Convivência Irmã Dulce, Programa Corra pro Abraço/SJDHDS, Casarão da Diversidade/SJDHDS, CRAS Barroquinha, Plan International, Defensoria Pública do Estado da Bahia, Cedeca - Centro de Defesa da Criança e do Adolescente, Aprosba - Associação das Profissionais do Sexo da Bahia, Semps - Secretaria de Promoção Social de Combate à Pobreza de Salvador, Posto de Saúde da Família - Terreiro de Jesus, ABADFAL - Associação Baiana de Pessoas com Doença Falciforme, Projeto Axé, COMVIDA - Comunidade Cidadania e Vida, Movimento Nacional de População de Rua e Posto, GAPA - Grupo de Apoio à Prevenção à Aids da Bahia. O evento é apoiado pelo Centro de Culturas Populares e Identitárias – CCPI, da Secretaria de Cultura do Governo do Estado da Bahia.

quarta-feira, 31 de janeiro de 2018

SORORIDADE


A eterna rivalidade entre mulheres precisa ser transformada na eterna irmandade!

Enquanto nós mulheres ainda seguirmos sendo rivais e destruidoras do feminino umas das outras. Enquanto houver inveja, maledicência e olhares tortos, não haverá realmente a cura do nosso feminino....
Precisamos sair dessa teia de fios negros que fomos colocadas e perceber que ninguém ganha com esse tipo de comportamento, pois vamos nos fragmentando no caminho, vamos nos tornando pedaços do que deveria ser inteiro. O Feminino!
Quando uma de nós dá asas a outra, esta preparando suas próprias asas para alçarem voo!
Quando uma de nós estende a mão para a outra, está sendo ajudada também a sair do poço das dores.
Quando uma de nós de torna candeeiro na jornada da outra, ilumina também sua estrada!
Quando uma é doce com a outra, recebe de presente um pote de mel da vida!
Precisamos sair de trás da porta, esperando a outra passar para colocar os pés para que a outra tropece. Ao invés disso, podemos ser a que abre a porta, facilitando assim, a jornada da outra!
Precisamos nos unir e aprendermos a ser o Amor que queremos receber, pois somente dessa forma, curaremos o mundo da tristeza que tem assolado os corações.
Somos nós quem geramos, nutrimos e criamos essa humanidade, então que possamos ser mais Humanas, Amorosas e Acolhedoras, para que assim, possamos crescer e caminhar Juntas no Amor e na Irmandade!
Que possamos sair da distancia da critica, para nos tornar elos nas palavras sinceras!
Nossa força está nas mãos dadas, no abraço sincero, no amor que pulsa!



SEJAMOS HOJE A MELHOR PESSOA QUE PUDERMOS!
SEJAMOS O MELHOR QUE NOSSO FEMININO POSSA EXPRESSAR!
SEJAMOS AMOR EM MOVIMENTO!



FONTE: Feminino Sagrado - facebook

Comunicação em Ação - Entrevista na Rádio Metrópole


A Rádio Metrópole FM convidou o Projeto Força Feminina para participar do Programa “Drogas: fique por dentro” com Dr. Nery e Patrícia Flach. O objetivo foi falar sobre a ação “Carnaval Social” que esse ano completa cinco anos saindo nas ruas do Pelourinho. Neste evento diversas instituições denunciam as violações de direitos ocorridas cotidianamente aos públicos que atendemos, esses, em vulnerabilidade social.

Agradecemos imensamente ao Dr. Nery e Patrícia Flach, bem como a rádio Metrópole pela oportunidade de fazer visível o Projeto Força Feminina e suas ações.

O programa será exibido no dia 11 de fevereiro de 2018 às 08 horas no Programa “Drogas: fique por dentro” na Rádio Metrópole – FM 101.3.


#radiometropole

#drogasfiquepordentro


#carnavalsocial2018


07 de fevereiro de 2018

Concentração na Praça Municipal às 14 horas

Encerramento no Largo Quincas Berro D'água

terça-feira, 30 de janeiro de 2018

Até quando?

'Lei Maria da Penha é imbecil', diz Fechine após denúncia de agressão

Ator zombou de acusação: 'Fazer o quê se sou gostoso? Ela que saiu se batendo toda'


A Lei Maria da Penha é imbecil e drástica”. A frase é do humorista Renato Fechine Pimentel, 50 anos, acusado de espancar a ex-namorada Alexsandra do Nascimento, 43, na segunda-feira (22). Em sua versão, o ator negou que tivesse agredido a mulher, disse que a briga não existiu e que Alexsandra teria agredido a si mesma. “Tudo isso é mentira. Eu estou vendo minha filha chorando, porque o que ela [Alexsandra] está dizendo sobre mim é irreversível”, afirmou ao CORREIO nesta segunda (29), quando o caso veio à tona. (Abaixo, leia um relato de Alexsandra sobre a relação com o humorista).

Segundo Fechine, no dia do ocorrido, a mulher teria pedido para ir até sua casa, porque estava com “saudades”. Ao chegar ao local, Alexsandra teria ficado com ciúmes de algumas amigas dele e, quando as convidadas foram embora, a ex-namorada começou a bater em si mesma. 
“Posso fazer o quê se eu sou gostoso? Ela ficou com ciúmes. Ela que quebrou o copo na cabeça e saiu se furando e se batendo toda”, alegou, em tom de deboche.

Ainda segundo Fechine, depois das agressões, a mulher teria tomado remédios junto com vodca para dormir. Dois dias depois, quando ela ainda estava na cama, ele afirmou ter jogado um balde de água para que Alexsandra levantasse. “Eu peguei o balde e joguei, porque já tinha pedido pra ela sair da minha cama. Ela saiu de lá de casa dizendo que ia fu… comigo”, contou.



Sobre as outras duas ocorrências registradas, em julho e outubro do ano passado, ele disse que a mulher chegou a chamar a polícia. "Ela surtou um dia e chamou a polícia aqui pra casa", comentou. 


Drásticos índices de violência

Diferente do humorista, a promotora Livia Vaz, coordenadora do Grupo de Atuação Especial em Defesa da Mulher e da População LGBT (Gedem) do Ministério Público (MP-BA), acredita que a Lei Maria da Penha é mais do que necessária. Segundo ela, a lei vai além do viés criminal. "Já salvou e salva muitas mulheres", afirma Livia.


Para a promotora, a lei traz medidas protetivas, que servem de amparo para mulheres em situação de violência doméstica e familiar. Essas medidas envolvem a distância da vítima em relação ao agressor, a proibição de contato, a suspensão de visitas para mulheres com filhos pequenos.

Sobre a afirmação do humorista, que classificou a lei como "imbecil e drástica", ela ainda diz: "Drásticos são os índices de violência contra a mulher".

Lívia explicou que as mulheres costumam passar por um ciclo de violência nos relacionamentos abusivos. Ela diz que nesse ciclo existem paixões repentinas e inesperadas, além de grandes promessas de amor. As agressões, nesses casos, começam verbalmente e depois fisícamente. "Geralmente, a mulher se engaja nesses relacionamentos, porque a própria sociedade contribui para isso. Existe uma naturalização nas situações de violência contra a mulher", explica. A promotora comenta que esses ciclos não têm fim, porque o homem volta a fazer as promessas de amor e de mudança. 

Outro ponto importante que a representante do MP-BA destaca é sobre casos de feminicídio. Para Lívia Vaz, esse tipo de crime raramente vem sem aviso prévio. "Começam com as agressões verbais, até culminar na violência física e, depois, vai para a fatal", conclui.
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Confira abaixo um relato de Alexsandra sobre a relação com Fechine e a série de agressões que afirma ter sofrido:

"Ficamos juntos de seis a sete meses, mas eu conheço Renato há três anos, quando eu ficava com um amigo dele e ele ainda era casado. A gente ia pra casa dele, em Ipitanga, e era um convívio legal. Passei um ano em São Paulo e quando cheguei ele estava solteiro e eu fui assistir a uma peça lá no Teatro Módulo. Quando ele me viu, começou a me elogiar. Começamos a namorar logo de imediato e já foi intenso, porque eu ficava mais na casa dele do que na minha. Quando eu dormia na minha casa, era uma vez ou outra. Depois de dois meses de relacionamento, em junho, eu comecei a perceber a parte mais agressiva dele, principalmente a verbal. Por exemplo, ele fazia um escândalo com tudo. Nos três primeiros meses, ele começou a me agredir com tapas. Quando ficou mais grave, não aguentei e vim dar a primeira queixa da delegacia, mas não compareci à audiência. Depois, nós reatamos e quando ele me agrediu novamente, em outubro, dei outra queixa e não compareci. A última queixa foi dessa última vez, no dia 22, porque não teve jeito. Ele quase me matava. Achei que ia morrer."
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"Na primeira agressão eu fiquei desfigurada, tanto que fui passar 20 dias no interior, porque estava com vergonha. Na segunda, ele já não me deixou tão machucada, porque eu joguei jarro, e chamei a polícia. Reatamos depois do Ano-Novo e ele agrediu dessa forma. Meu olho nem abria, a minha orelha tá machucada, eu dei entrada três vezes no Hospital Geral do Estado (HGE). As agressões foram de tapas e murros e eu não podia fazer nada, porque ele tinha muita força. Não podia deixar isso acontecer novamente."
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"A maioria das brigas era por causa do álcool com ciúmes. Ele não tem dia pra parar de beber. Tinha briga que o motivo não era comigo, por exemplo, quando ele tentava fechar um contrato e não dava certo ele descontava em mim, que era a pessoa que estava mais perto. Depois chorava, às vezes ficava pirado e eu ia. E depois ele se arrependia e vinha."
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"Ele está dizendo que eu sou maluca, que eu tomo remédio, mas ele fez uma coisa que eu acho que homem de caráter não faz: deixou um amigo meu ver uma foto íntima minha. Imagino que mais gente tenha essa foto. Acho um absurdo  isso. Ele diz que eu sou louca, mas como eu teria condição de dar um murro no meu ouvido, no meu olho? Acho que seria impossível. E as câmeras do prédio também mostram."


Quem é Renato Fechine
Ator, cantor, compositor e humorista, o paraibano Renato Fechine chegou em Salvador em 1981. Ele iniciou a carreira aos 12 anos tocando guitarra. Na capital baiana, fez sucesso ao compor músicas para bandas como É o Tchan, Asa de Águia e Eva.

Fechine é o dono das letras Dança da Cordinha, Nova Loira do Tchan, Lamba Tchan, Rasta Chinelo, Tempero do Amor, Prometo te Esperar, Da Cama Pro Computador e Coração de Timbaleiro.
Além das composições, o humorista dividiu o palco com os primeiros artistas da axé music. Entre eles, Sarajane, Ricardo Chaves e Luiz Caldas. Apesar dos hits na cena carnavalesca, Fechine se firmou cantando forró e tem dez discos gravados. Um deles, Amigos do Forró (2008), contou com participação especial de artistas como Ivete Sangalo, Durval Lelys e Flávio José.
Fechine também marcou presença no teatro. Ele participou de peças como Os Cajajestes e, atualmente, estava em cena com a peça Só Acontece Comigo. O artista, que mora em Salvador, é pai de duas filhas.
De acordo com a assessoria da Polícia Civil, Renato Fechine vai ser intimado a comparecer na Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (Deam) para prestar depoimento.

Entrevista na Excelsior – Programa "A Voz da Mulher", com Márcia Mendonça

O carnaval social está chegando e o Projeto Força Feminina se faz presente nos espaços midiático. 

Agradecemos imensamente a rádio Excelsior e em particular a Márcia Mendonça que nos concedeu o espaço no programa “A voz da mulher”.  

Obrigada pela parceria de anos em divulgar esse evento importante para dar visibilidade ao nosso público, ainda tão excluído.

#radioexcelsiordabahia
#marciamendonça
#programaavozdamulher

#carnavalsocial2018

sexta-feira, 26 de janeiro de 2018

Prostitutas, mas não só: fotos inéditas mostram realidade do Centro


ACESSE: http://www.correio24horas.com.br/noticia/nid/prostitutas-mas-nao-so-fotos-ineditas-mostram-realidade-do-centro/

Semana de Acolhida

 “Bendito quem inventou o belo truque do calendário, pois o bom da segunda-feira, do dia 1º do mês e de cada ano novo é que nos dão a impressão de que a vida não continua, mas apenas recomeça…”
                                                           Mário Quintana



Foi com essa frase e com o intuito de fazer renascer bons sentimentos que a equipe do Projeto Força Feminina se preparou para receber as mulheres neste início de 2018.





E, como todo início traz a benção e a possibilidade do recomeço, de fazer novo as coisas velhas, de animar novamente os corações, os sonhos adormecidos, os amores esquecidos, assim lembramos a nós mesmas enquanto equipe e as mulheres que o lugar do velho e do passado é exatamente no passado, pois o presente sempre nos brinda com novas possibilidades, e para atingirmos o sucesso faz-se necessário muitas vezes a mudança de posturas já gastas com o tempo, pois há comportamentos que precisam ser renovados para fazer sentido no momento atual. O tempo é parceiro nessa empreitada, ele sempre nos dá um novo dia, mas cabe as nós fazermos o novo também em nossas ações, escolhas, atitudes, palavras e comportamentos... Para aí, quem sabe podermos ter resultados novos, e até mais satisfatórios!

Renovar é acreditar na vida, acreditar que cada minuto é tempo de reencontrar consigo mesmo, reativar os sonhos e a força de vontade para realizá-los. Guimarães Rosa diz que o que a vida quer de nós é coragem*, então que tenhamos a coragem suficiente para vivermos o tempo novo, sem fazer as velhas coisas!!!



Receber as mulheres em 2018, abrir a casa logo na segunda-feira foi uma grata surpresa, pois assim como nós as mulheres estavam com muita garra e com muito gás para resolver suas pendências e dessa forma, construir um futuro mais feliz. Elas trouxeram suas demandas de saúde, de moradia, de preocupações familiares e com o futuro, mas também trouxeram a força e a fé que se faz necessária para a materialização de tudo isso. Que tudo o que elas desejam em suas vidas se realize.



As relações de convivência foram reafirmadas para que além de ser um ano de Resoluções e de Vitórias, este também seja um ano de paz, de amor e de união entre todas!

2018 aqui estamos e faremos o que nos cabe para que os sonhos sejam cumpridos!!!

A nossa Força é Feminina!!!



“O correr da vida embrulha. A vida é assim: esquenta e esfria, aperta e daí afrouxa, sossega e depois desinquieta. O que ela quer da gente é coragem.” Guimarães Rosa

sexta-feira, 12 de janeiro de 2018

Quando me descobri negra

Tenho 30 anos, mas sou negra há apenas dez. Antes, era morena

O lindo texto a seguir é um trecho do recém-lançado livro “Quando me descobri negra”,  que a escritora Bianca Santana quis compartilhar com todas AzMinas. 
As ilustrações do livro são de Mateu Velasco
As ilustrações do livro são de Mateu Velasco

Tenho 30 anos, mas sou negra há apenas dez. Antes, era morena. Minha cor era praticamente travessura do sol. Era morena para as professoras do colégio católico, para os coleguinhas – que talvez não tomassem tanto sol – e para toda a família que nunca gostou do assunto. “Mas a vó não é descendente de escravos?”, eu insistia em perguntar. “E de índio e português também”, era o máximo que respondiam. Eu até achava bonito ser tão brasileira. Talvez por isso aceitasse o fim da conversa.

Em agosto de 2004, quando fui fazer uma reportagem na Câmara Municipal, passei pela rua Riachuelo, onde vi a placa “Educafro”. Já tinha ouvido falar sobre o cursinho comunitário, mas não conhecia muito bem a proposta. Entrei. O coordenador pedagógico 14 15 me explicou a metodologia de ensino com a cumplicidade de quem olha um parente próximo. Quando me ofereci para dar aulas, seus olhos brilharam. Ouvi que, como a maioria dos professores eram brancos, eu seria uma boa referência para os estudantes negros. Eles veriam em mim, estudante da Universidade de São Paulo e da Faculdade Cásper Líbero, que há espaço para o negro em boas faculdades.
Saí sem entender muito bem o que tinha ouvido. Fui até a Câmara dos Vereadores, fiz a entrevista e segui minha rotina. Comecei a reparar que nos lugares que frequento as pessoas também não tomam tanto sol. O professor do Educafro toma. Será por isso que ele me tratou com tanta cumplicidade?

Pensei muito e por muito tempo. Não identifiquei nada de africano nos costumes da minha família. Concluí que a ascensão social tinha clareado nossa identidade. Óbvio que somos negros. Se nossa pele não é tão escura, nossos traços e cabelos revelam nossa etnia. Minha mãe, economista, funcionária de uma grande empresa, foi branqueada como os mulatos que no século XIX passavam pó de arroz no rosto porque os clubes não aceitavam negros.

Eu fui branqueada em casa, na escola, no cursinho e na universidade. É como disse Francisco Weffort: o branqueamento apaga as glórias dos negros, a memória dos líderes que poderiam sugerir caminhos diferentes daquele da humilhação cotidiana, especialmente para os pobres. Ainda em busca de identidade, afirmo com alegria que sou negra há dez anos. E agradeço ao professor do Educafro que pela primeira vez, em 21 anos, fez o convite para a reflexão profunda sobre minhas origens.

QUANDO ME DESCOBRI NEGRA – Bianca Santana

Coleção: Quem lê Sabe Por quê
Faixa etária: (a partir dos 12 ou 13 anos)
Páginas: 96
Preço sugerido: R$ 32,00
Capa: brochura
Formato: 14,5cm X 17,0cm
Conheça a autora!
Bianca (1)
A Bianca é jornalista e professora da Faculdade Cásper Libero. Mestra em educação pela Universidade de São Paulo. Militante feminista e de movimentos de educação. Blogueira do Brasil Post/ Huffington Post. Autora de artigos acadêmicos e materiais didáticos, estreia na literatura com a coletânea “Quando me descobri negra” (Sesi- SP).

Fonte: AzMina