Quem Somos




O Projeto Força Feminina é uma instituição social, de caráter pastoral, iniciativa do Instituto das Irmãs Oblatas do Santíssimo Redentor que tem por missão a promoção integral das mulheres em situação de prostituição, de maneira a colaborar no processo de conscientização e inserção cidadã.

O Instituto das Irmãs Oblatas desde sua fundação na Espanha no final do século XIX tem como carisma: o seguimento a Jesus Redentor Libertador em compromisso solidário com a causa das mulheres em situação de prostituição. A Congregação foi fundada pelo Padre Serra (beneditino) e Antônia Maria da Misericórdia que sendo leiga, na época da fundação, se tornou religiosa.

A fundação aconteceu no ano 1870 em Ciempozuelos (Madrid) Espanha e desde então se espalhou pelas diferentes províncias de Espanha, depois em outros países da Europa e posteriormente no ano 1932 chegou a América Latina, mais precisamente em Montevidéu Uruguai. No ano 1935 foi fundada a primeira casa de acolhida para as mulheres no Brasil, no Rio de Janeiro.

As Irmãs chegaram à Bahia, em Juazeiro a pedido do então Bispo Dom Jose Rodrigues para desenvolver o trabalho na Pastoral da Mulher. Isto data o ano de 1981. Posteriormente, as Irmãs Oblatas chegam também em Salvador, em 1997, no Bairro do Lobato e se inseriram em um trabalho de Cebs. A partir daí, iniciam o processo de aproximação das mulheres em situação de prostituição, com o intuito de conhecer a realidade, assim como, iniciar um trabalho, reconhecendo as pessoas que poderiam contribuir nesta ação, grupos, organizações ou Instituições que estivessem já realizando esta ação. Neste sentido, as Irmãs Oblatas iniciam a aproximação de um grupo de voluntárias que já iniciavam um trabalho com as mulheres e a partir daí vem somando forças.

Deste movimento nasce o Projeto Força Feminina que se inicia em 1998 com um grupo de Religiosas do Instituto das Irmãs Oblatas do Saníssimo Redentor e voluntárias que começaram a desenvolver atividades artesanais e sócio educativas nos espaços concedidos pelas Igrejas São Francisco e Conceição da Praia. A partir das observações aos locais de prostituição foi possível realizar a sondagem, com o intuito de conhecer a realidade das mulheres no Centro Histórico, bem como, suas aspirações e perspectivas. Por meio destes contatos construiu-se uma relação amistosa de algumas mulheres, realizamos um levantamento de suas demandas, sendo uma delas a abertura de um espaço para acolhida destas mulheres. No ano de 2000 foi inaugurada oficialmente a sede do Projeto Força Feminina que desde então busca melhorar sua atuação e intervenção junto ao público alvo.

O Projeto Força Feminina desenvolve seu trabalho baseado em uma proposta pedagógica organizada e planejada em processo, desde a perspectiva da educação popular, sendo concebida em quatro etapas: Aproximação da realidade, Formação e cidadania, Organização (perspectiva da Economia solidária) e Seguimento que ocorrem de maneira gradual e articulada.

O público foco de nossa ação pastoral em sua grande maioria são mulheres entre 26 e 35 anos, seguido de um número significativo de mulheres acima dos 40 anos, originárias do interior da Bahia, e de outros estados como Rio de Janeiro, São Paulo, Alagoas, Pernambuco e Sergipe. No que tange a escolaridade 64,6%, tem o ensino fundamental incompleto, somente 5,2% completou o ensino médio. 40,6 % são negras, 6,2% brancas, 5,2% pardas, 2,1% ameríndias. 67,7%, das mulheres são solteiras, 18,7% vivem com companheiros ou companheiras. Possuem em média de um a três filhos, e 55,2% sustentam a casa só. Mais de 60% das mulheres entraram na prostituição com menos de 20 anos, sendo que a maioria destas entrou depois dos 15 anos (38,5%).(Dados da Pesquisa do Projeto Força Feminina - 2007).
            Outro fator significativo do perfil das mulheres figura no alto índice de violência sofrida pelos clientes, preconceito social e brigas com outras mulheres da ‘batalha’, violência policial, e agressões dos companheiros ou companheiras.
Nos últimos anos observa-se um aumento significativo de mulheres envolvidas na prostituição para o consumo e venda de drogas. A maioria faz uso regular de algum tipo de droga, entre as mais referidas estão o álcool, crack, cocaína e maconha numa tentativa também, de anestiar os múltiplos problemas do cotidiano.

Através das visitas aos locais de prostituição (ruas, bares, praças e boates), da acolhida e escuta empática, dos serviços oferecidos – como oficinas, apoio a geração de renda, cursos profissionalizantes, suporte terapêutico, encaminhamentos sociais e encontros formativos -, o Projeto Força Feminina se aproxima da realidade das mulheres, construindo assim laços de confiança e respeito. Diversas estratégias são utilizadas a fim de que estas mulheres se apropriem de suas vidas, conheçam os recursos da comunidade, tornem-se cidadãs, cresçam em socialização e consciência critica e construam-se enquanto sujeito social e político. A seguir algumas linhas de ação do Projeto:

  • Impulsionar uma proposta pedagógica de atenção integral às mulheres
  • Promover e fomentar a cidadania e a sensibilização em relação ao protagonismo das mulheres acompanhadas.
  • Favorecer a capacitação e formação integral que contemple as dimensões educativa, sócio política, espiritual e psicológica das mulheres.
  • Impulsionar as expectativas da mulher na perspectiva da sustentabilidade na linha da ECOSOL.

Para desenvolver o trabalho contamos com uma equipe multidisciplinar formada por religiosas, funcionárias e voluntárias que apostam na vida, atuando desde um compromisso solidário com as mulheres em situação de prostituição.
O que motiva o trabalho da FORÇA FEMININA é fé na Vida, no valor da pessoa humana, na solidariedade e na comunhão.

Um comentário:

Sombreiros Solverao disse...

Uma ótima iniciativa para mulheres!
Que Deus as abençoe e continuem na luta.